quarta-feira, setembro 18, 2019

Profusão

Solidão profunda
me inunda
arregaça o peito
não me aceito
É a minha sorte
de ser forte
Perdedor contudo
pobre e mudo.

Sigo o meu caminho
vou sozinho
E me endureço
Pago o preço
de ser diferente
sigo em frente
Sem chegar porém
Sou ninguém

Olho à minha volta
Medo volta
E engulo em seco
Eu me perco
No vazio triste
que persiste
E que todavia
Me alivia

2 comentários:

Pitucha disse...

Que bonito Samuel. É sua a autoria do poema????

Samuel Medina (Nerito Samedi) disse...

Oi, Pitucha. Obrigado. Sim, o poema é de minha autoria e faz parte do livro "Caleidoscópio".