Mostrando postagens com marcador Eventos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eventos. Mostrar todas as postagens

domingo, setembro 13, 2026

E o sonho se tornou real por duas vezes…

Um relato de duas noites especiais





Sim, o título parece exagerado, mas eu garanto que não é. A publicação do meu livro Convergência é muito mais do que parece. Poucas pessoas testemunharam, mas esse sonho é muito mais antigo que o lançamento do meu primeiro livro solo, O Medalhão e a Adaga. Convergência tomou forma antes mesmo que eu me formasse em 2007. Quando escrevi o primeiro e o último conto do livro, ainda era programador de informática e fazia pequenas incursões culturais, contando histórias como voluntário em casas de acolhimento de idosos, escrevendo em meu blog e suspirando por ares menos pragmáticos.

Convergência já foi um apanhado de contos com uma proposta parecida, mas uma execução bem diferente que a atual. Um punhado de narrativas ficaram de fora, desta vez. Quem sabe, em outro momento, eu lance uma edição atualizada, com alguns desses textos revisitados. Fato é que esta publicação se conecta com o meu eu antigo e sonhador, com o Samuel que muitas vezes se sentia perdido e sem rumo, que pensava que ser escritor era uma aspiração longínqua demais.

Com isso, a noite do dia 9 de setembro foi especialmente significativa. E em diversos aspectos. O principal motivo foi justamente o que eu citei acima. Reconectar-me com o passado transformou a realização em um rito de passagem. Há ainda outros aspectos. A presença do Clube de Escritores de BH tornou o momento ainda mais marcante, em especial com a mediação do Emanoel Ferreira

Foi o Emanoel quem me convidou para o Clube. E sempre ressalto como eu me senti acolhido nesse coletivo tão diverso, mas tão sinérgico. Quando testemunhei, em 2024, a presença da Bianca Pontes e da Monique de Magalhães, além do Emanoel, no lançamento do meu livro Cicatriz, senti que havia encontrado mais do que amigos escritores com ideais em comum. Senti que estava encontrando minha família literária.

Por isso afirmo que minha família literária é o Clube de Escritores de Belo Horizonte, nas pessoas de Bianca Pontes, Emanoel Ferreira, Jadna Alana e Monique de Magalhães. 

Mas agora vamos aos eventos em si. Emanoel, muito à vontade em seu papel de mediador, foi bastante provocativo e irônico. E isso foi maravilhoso. Fizemos um bate-papo descontraído e muito bem-humorado, a despeito do peso presente nos temas que alguns contos abordam. Morte, sofrimento mental, fanatismo religioso, delírio, alguns desses assuntos surgiram e foram tratados com cuidado, mas também com contundência. E apesar da saia justa, foi muito gostoso responder às perguntas que o Emanoel fazia.

Considero importante destacar também o acolhimento que recebi por parte do Christian Coelho, fundador e coordenador do Espaço Cultural À Margem. Sempre solícito e disposto, o Christian foi um anfitrião incrível, que nos deixou à vontade e cuidou para que todas as pessoas fossem acolhidas. 

É importante destacar também a presença de outras pessoas. Minha família, é claro, esteve presente. A Brenda Linda Medina Lages, minha mãe, ainda fez uma participação especial, lendo o conto “Coisa-Ruim”. A pessoa a quem o livro está dedicado, Vívian Marchezini, também me honrou com sua presença. Já destaquei em outro texto, mas Vívian foi grande apoiadora para que o livro estivesse pronto e fosse enviado à editora Toma Aí Um Poema a tempo. Também destaco a presença do escritor Sérgio Fantini, que considero grande referência. Há contos no livro que surgiram a partir da oficina que o Sérgio ministrou no espaço Letras e Ponto. Por fim, também destaco a presença do Felipe Diógenes Ramos, fundador da Oficina de Prosa Poética. Há também textos produzidos nessa oficina, que acontece regularmente na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, às terças-feiras, em dois horários: 10h e 16h.

Acho muito importante destacar o apoio de Bianca Pontes e Monique de Magalhães na organização das compras dos exemplares e dos autógrafos. E também da Val Amaral na cobertura de vídeo e do Guilherme Gomes, que fez os registros fotográficos.

Por último, gostaria de mencionar a Nadja Calábria, contador de história, gestora de projetos e mentora de carreira. Há quatro anos, fiz uma mentoria com Nadja e o apoio dela foi (e ainda é) fundamental para minha caminhada.

Apesar de não mencionar cada pessoa pessoa presente, deixo aqui minha gratidão profunda. 

Agora, vamos à segunda edição do lançamento. Dessa vez, foi no espaço Taboca Pão de Queijo & Cia. Logo que entrei em contato dias antes, fui acolhido e atendido de forma atenciosa pelo Francisco. E no dia 11 de setembro, sexta-feira, não foi diferente. O evento desta vez teve um volume menor de pessoas, mas contou com presenças muito marcantes. Pâmela Bastos Machado, bibliotecária e grande apoiadora literária. Norma de Souza Lopes, a quem amo e admiro, como pessoa, poeta, articuladora de leitura e amiga. Andrea Paula, outra grande amiga que sempre expressa seu entusiasmo pela literatura. Jerusa Furbino, uma das coordenadoras do maravilhoso Assanharau, Rafa Mussolini, bibliotecário e agitador literário, à frente da Biblioteca do Minas Tẽnis. O Guilherme esteve também presente, junto com sua amiga, Stéfanie, que também participa do Clube de Escritores. Estiveram presentes o Enryw e o Newton, frequentadores da BPIJ-BH e que me prestigiaram. Destaco também a presença da Cacá, uma das minhas amigas mais antigas e uma pessoa que sempre me acolheu e me incentivou a continuar perseguindo o sonho de ser escritor. 

Deixo aqui mais uma vez meu agradecimento profundo ao Christian e ao Francisco. Além de todas as pessoas que me prestigiaram, tendo sido nominadas ou não. 

O vídeo com a edição da cobertura do dia 9 de setembro pode ser conferida no link abaixo: 


https://www.instagram.com/reel/DdJSL54xLlS/?stkn=MWhwaDZhemR0N3R4Ng==


Deixo também alguns registros fotográficos feitos pelo Guilherme nos dois dias:



terça-feira, setembro 08, 2026

Três convites – Uma só alegria



Quem acompanha o que eu faço já deve saber da expectativa que eu tenho com o lançamento do meu livro Convergência. E não se trata de um simples evento. É a convergência de anos de sonho, de escrita, de vontade. Esse livro é mais que um conjunto de textos buscando um alinhamento espiritual

Quando comecei a escrever o primeiro conto desse livro, eu devia ter menos de 25 anos. Hoje, tenho quase 45. Isso significa que mais de uma década – quase duas – separa a semente da árvore. E acho que a metáfora cabe muito bem aqui. Entendedores entenderão.

Contudo, preciso sempre deixar marcado como o cuidado que a equipe da editora Toma Aí Um Poema me deixou em estado de graça. Eu realmente me senti cuidado e ouvido. E esse foi um grande diferencial no processo. Agradeço imensamente à Mabelly Venson e a toda a equipe da TAUP!

Quero também agradecer a cada pessoa que me agraciou com seu apoio. Destaco aqui especialmente a galera do Clube de Escritores de BH, que tem sempre andado comigo nessa estrada da literatura, desde que nos conhecemos. E preciso nominar especialmente: Emanoel Ferreira, que me convidou para o Clube, aceitou fazer a orelha do livro e vai mediar o lançamento, Bianca Pontes, Monique de Magalhães e Jadna Alana. Pessoas que me acolheram prontamente e, apesar das minhas neuras, oferecem escuta e apoio.

Este post, porém, tem como objetivo deixar em uma página só os eventos de lançamento de Convergência. Dois acontecerão esta semana – o mais próximo é amanhã. Por isso, quero agradecer imensamente o Espaço Cultural À Margem, na pessoa do Christian, por topar fazer o lançamento do meu livro. Agradeço também à Taboca, na pessoa do Francisco. E, por último, agradeço à Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, destacando toda a equipe, mas em especial a Flávia Paixão e a Daniela Chaves.

Seguem abaixo as datas e locais dos lançamentos:


  • 09 de setembro de 2026, quarta, 19h – Espaço Cultural À Margem – Rua Itapecerica, 848 - Lagoinha, Belo Horizonte/MG.

  • 11 de setembro de 2026, sexta, 19h – Taboca do Pão de Queijo & Cia – Rua Goiás, 14 - Centro, Belo Horizonte/MG.

  • 26 de setembro de 2026, sábado, 11h – Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH – Rua Espírito Santo, 593 - Centro, Belo Horizonte/MG.


Conto com as presenças de vocês. Quem não puder comparecer, contudo, pode sempre entrar em contato comigo para garantir seu exemplar de Convergência


sexta-feira, agosto 28, 2026

Celebração de um percurso

Um relato sobre o Sarau de In-Formatura.

A turma quase toda junta.

O dia 22 de agosto foi incrível. Além de ter sido o último dia da 3a Mostra Era Uma Vez de Narração de Histórias da BPIJ, foi também o dia do nosso Sarau de In-Formatura, que marcou a conclusão do Curso de Pós-Graduação em Escrita Criativa pela Puc-Minas. 

Foi tudo na base da ousadia e do susto. Quando percebi que a gente não ia se encontrar para celebrar o fechamento deste ciclo, lancei no grupo do curso a ideia de fazermos um sarau para lermos textos que produzimos durante esse período. A primeira pessoa a topar foi a Monique de Magalhães, amiga e colega no Clube de Escritores de BH. A segunda foi a Tailze Melo, coordenadora do curso, que recebeu com entusiasmo a ideia. 

Conseguimos encontrar uma data e fomos construindo o evento, deixando que ele se formasse em nossos ventres criativos. Confesso que estava muito ansioso. A única pessoa que eu de fato conhecia era a Monique. Bem, eu já havia encontrado pessoalmente algumas pessoas do curso, mas é diferente. 

Foi muito gratificante ver a galera abraçando a proposta. E no sábado de manhã, quando encontrei por acaso a Letícia Silva em uma padaria aqui do centro de Belo Horizonte. Ela havia acabado de chegar na cidade. E passou o dia na Biblioteca! 

A segunda pessoa foi o Gabriel Pimentel, que veio de Brasília. Logo, a Tailze também chegou e os demais colegas foram também aparecendo. Fizemos uma visita mediada pelo espaço, antes que nos dirigíssemos ao miniauditório (sala multiuso) onde o sarau aconteceria. 

E de fato aconteceu. Tailze fez uma fala muito singela e afetuosa. Dividi a tarefa da condução com a Monique. A Alycia Moreira trouxe os exemplares do lindíssimo “Lexicografia do criar: verbetes de voos livres”, que a gente produziu durante o curso. Fizemos leituras dos nossos textos e tudo foi muito gostoso.

O fim do sarau foi marcado por uma foto coletiva e um mutirão de autógrafos. Depois, outra foto, agora com todo mundo que participou. 

Fechamos a noite em um bar na Rua Sapucaí. Fomos até lá atravessando o Viaduto Santa Tereza, marco literário para autores como Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino.

Só posso dizer que foi um momento lindo. Eu me senti muito feliz por ver meus colegas no espaço onde amo trabalhar. E também pude encontrar a professora Carina Santos Gonçalves e o professor Diogo Rufatto. Além de outras pessoas, que prestigiaram o evento, tornando tudo mais bonito. 

Faço aqui a menção às amigas Bianca Pontes e Jadna Alana, que nos prestigiaram e representaram o Clube de Escritores de BH.

sábado, agosto 15, 2026

O Clube de Escritores de BH na Livraria do Belas



Hoje, fomos ao encontro do Clube de Escritores de Belo Horizonte, que aconteceu na livraria do Belas, em plena Savassi, a um quarteirão da Praça da Liberdade. Abaixo, segue o resultado da produção escrita do exercício do desafio que fizemos:


15h52. Desafio

Inimigo, Carretel, Colheita


Quando criança, assisti um filme que me perseguiu com pesadelos por meses: "A colheita maldita”. Confesso que não tenho muita memória do enredo, sequer das cenas do filme. Apenas tenho nítida a sensação de perigo iminente, de urgência, de fuga, da presença de um inimigo oculto a me espreitar de além das bordas do sono.

Fato é que hoje tenho quase certeza de que nunca assisti esse filme. Os pesadelos ocorreram, minha mãe jurava que tinha que me sacudir quando eu, aos berros, acordava a casa inteira. Quando ainda estava viva, já no hospital, ela jurou que eu nunca vi o tal filme. Que a chamada transmitida na televisão, a mera vinheta comercial, havia inspirado meus pesadelos.

Isso me faz perceber que a vida é um carretel de memórias inventadas. A identidade e o pertencimento são ilusões. Eu nunca vi um filme que sempre achei ter visto. Então, qual das minhas memórias é confiável?

Será que o Tinho era real? Meu melhor e mais antigo companheiro de brincadeiras, ele entrou na minha vida pouco tempo depois que os pesadelos pararam. Tinho, com seus olhos injetados, seus dentes tortos.  Tinho, com seu cheiro forte e brincadeiras perigosas. Será que se hoje eu for ao sítio do vô Leôncio e procurar na cisterna, vou encontrar lá no fundo os ossos do meu amigo?


 

sexta-feira, agosto 14, 2026

Aquela experiência que é um presente do Universo


A gente, lendo junto


 Toda sexta, temos na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte a atividade Lendo Junto, marcada sempre para ser realizada às 16h. Alguém da equipe fica à disposição para ler para as crianças que por acaso as famílias (geralmente mães ou avós) levarem para a atividade. 

Desta vez, eu era o leitor da vez. Separei um repertório de livros como Boa viagem, bebê! (Companhia das Letrinhas), da Beatrice Alemagna, A Bruxa Salomé, de Audrey e Don Wood (ed. Ática), e O Senhor Cavalo Marinho (ed. Kalandraka), de Eric Carle. 

Um pouco antes das 16h, chegaram a Lilia e a Geralda, trazendo o pequeno Antônio. Muito simpático e gentil com todas na Biblioteca, o Antônio cumprimentou a gente e depois seguiu para o espaço do acervo infantil. 

Logo que deu o horário, eu me aproximei, falei meu nome (Samuel, cara de papel) e perguntei se o Antônio e sua mãe, Lilia, gostariam de participar do Lendo Junto. A mãe respondeu que estavam lá para isso mesmo. Geralda, a avó de Antônio, estava um pouco afastada, mas disse que  também estava lá para participar. 

Fomos para o tatame colorido e apresentei o primeiro livro: Boa viagem, bebê. Logo que terminei a leitura, convidei que a gente imaginasse que o bebê protagonista do livro começaria a sonhar. E seus sonhos seriam justamente os próximos livros que eu estava disposto a ler. 

Antônio topou. Não apenas isso. Sempre atento e interessado, ele interagiu de forma afetuosa. Passeamos pelos cenários (e cardápio) de A bruxa Salomé”, fomos plateia de “Eustáquio: o Mágico Magnífico (Alexandre Rampazo, ed. Gato Leitor), mergulhamos no oceano com “Senhor Cavalo Marinho” e nos surpreendemos com Gatinho levado! (Adam Stower, Brinque-Book). 

Em dado momento, perguntei ao Antônio se ele achava que o bebê já poderia acordar,.ou se ele continuaria sonhando. Ao que ele respondeu prontamente que era para o bebê continuar no mundo dos sonhos. E nas leituras seguintes, sempre que eu terminava, Antônio dizia que o bebé não deveria deixar de sonhar. Dizia: “Eu acho que o bebê não vai acordar e tem que continuar sonhando.”

O Antônio não queria que as leituras acabassem. E isso foi uma das coisas mais lindas que aconteceram comigo nesta semana. Não é a primeira vez que uma criança dá esse tipo de retorno, mas toda vez que acontece, é como se fosse a primeira — e única.

Estou em estado de graça. Encantado com esse momento de conexão e devaneio. Senti que durante a tarde de hoje eu recebi um presente que, com certeza, pretendo carregar sempre junto ao coração.


quinta-feira, agosto 13, 2026

Sarau de In-Formatura



No dia 22 de agosto de 2026, um sábado, a Turma 5 do curso de Pós-Graduação em Escrita Criativa da Puc Minas irá se reunir para celebrar a conclusão dessa etapa sua jornada formativa. Sim, os participantes estão formando, mas com muita informalidade. Será o:


Sarau de In-Formatura, onde os formandos irão compartilhar um pouco de sua literatura, além de festejar esse marco tão importante. 


Haverá um momento de microfone aberto. Então, se você curte um sarau, uma performance poética, se você gosta da palavra falada e performada, cola com a gente!


Dia 22 de agosto, sábado, às 15h

Local: Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte

Rua Espírito Santo, 593, Centro. Belo Horizonte. Minas Gerais


Classificação indicativa: livre


Público: jovens e adultos

segunda-feira, agosto 10, 2026

Visita do Clube de Escritores de BH ao Colégio Noeme Campos



Há eventos que nos deixam tão satisfeitos que a gente quer falar deles para todo mundo. A gente fica lembrando, revivendo, para não deixar o momento ficar só no passado. Hoje, dia 10 de agosto de 2026, o Clube de Escritores de Belo Horizonte visitou o Colégio Noeme Campos. O convite partiu da professora Nilvania, que entrou em contato comigo. Os alunos do primeiro ano estão realizando um projeto de escrita com o tema “Mistério Mineiro” e uma das etapas é justamente receber escritores para conversar com a turma. 

Foi o que aconteceu. Combinei com Bianca Pontes, Emanoel Ferreira, Jadna Alana e Monique de Magalhães para realizarmos essa visita e estarmos diante dos alunos, para satisfazer um pouco a curiosidade destes sobre o que faz uma pessoa escritora, o que come, onde vive, essas coisas…

Fomos calorosamente abordados na recepção por uma equipe cerimonial dos próprios estudantes. Eles então fizeram uma breve filmagem, pedindo que cada um de nós falasse de si. Em seguida, nos conduziram ao auditório. Em um palco, estivemos inicialmente conversando com dois adolescentes, uma moça e um rapaz, que se encarregaram das perguntas. 

Nós falamos de nossas experiências como escritores. Eu frisei muito que o meu sujeito escritor se mescla com o meu sujeito leitor, antes de tudo. Fale que para mim a leitura e a escrita são formas de estar no mundo e se relacionar com a realidade. E que eu escrevo por causa do “barato”. Esse barato eu sentia ao ler certos livros e comecei a escrever para propiciar a continuidade dessa sensação. 

Apresentamos um pouco da nossa história e de nossos livros. Alguns alunos da plateia também fizeram perguntas. Para finalizar, houve por parte dos mediadores um bate-bola rápido, onde a gente tinha que responder a cada pergunta com apenas uma palavra. Encerramos nossa participação e a equipe do cerimonial ocupou o palco, cada adolescente trazendo nas mãos uma lembrancinha: um copo com o tema do projeto e recheado de bombons!

E esse não foi o final definitivo. Depois de tanta coisa boa, ainda foi servido um delicioso lanche, com direito a pudim caseiro feito por um dos alunos. Deixei com Nilvania um exemplar de “Patos Selvagens” e um de “Uma visita inesperada”. 

A receptividade foi incrível. Os adolescentes se mostraram muito acolhedores e interessados. Um aluno chamado Renan me contou que é mestre de RPG. Ele me contou de um sistema da Jambô que eu não conhecia. 

Só posso dizer que encontros como esse reafirmam meu propósito de prosseguir trilhando o caminho da escrita e da publicação. E que continuarei sempre buscando aproximar pessoas e livros. Agradeço imensamente à professora Nilvania, à diretora, Zaira, e ao vice-diretor, Anderson. E, igualmente importante, aos estudantes do Colégio Noeme Campos




quarta-feira, março 18, 2026

A poesia e as histórias - encontros fortuitos e potentes


No dia 20 de março, é comemorado o Dia do Contador de Histórias. Para quem não sabe, além de escritor, também tenho um percurso pela senda da narração oral. Já fiz apresentações de forma mais regular, mas continuo atuando nesse campo, como mediador, uma vez que um dos eixos da Biblioteca onde trabalho é justamente a valorização da oralidade. 

Fui agraciado pelo convite da ELENA – Escola Livre de Estudos da Narração Artística – criada pelo Instituto Cultural Abra Palavra, para estar com a Nívea Sabino e o Rogério Coelho numa conversa sobre as aproximações que a narração artística realiza com o universo dos saraus e slams. Sou grande admirador da Nívea, como poeta e também pessoa. De uma doçura que não deixa de lado a contundência – quando necessária. 

Rogério Coelho é um poeta e agitador cultural que também admiro demais. Grande articulador do ColetiVoz, é um cara que busca espalhar a palavra da Poesia aos quatro ventos e também para todas as idades. 

Estaremos no dia 21 de março, sábado, na Livraria do Belas, para esse encontro que certamente será inesquecível para mim. 

Segue abaixo o serviço:

Convergências entre Sarau, SLAM e Narração Artística

Com Nívea Sabino e Samuel Medina. Mediação de Rogério Coelho. 

Dia 21 de março, sábado, às 20h

Local: Livraria do Belas Artes (Rua Gonçalves Dias, 1581, Lourdes – BH/MG)



sexta-feira, março 06, 2026

Fim da campanha e eventos literários


Sábado passado, dia 28 de fevereiro, foi o último dia da campanha de pré-venda do meu livro Convergência. Alcançamos R$ 3.793, 00 e a página informa 47 apoiadores. 

Considero esses números uma vitória. 47 leitores! Sim, tenho 12 anos desde a primeira publicação. O sonho era ter milhares de leitores a essa altura. Bem, o fato é que "Convergência" é um sonho antigo, um dos meus projetos literários primordiais. Publicar esse livro é uma realização e ao mesmo tempo um retorno às origens. 

Eu quero agradecer profundamente às pessoas que tiveram a generosidade de apoiar este projeto. Algumas não tiveram condição de adquirir o exemplar físico e, ainda assim, apoiaram. Minha gratidão é enorme!

Sábado também foi dia do Festival Sempre Um Papo. Nele, encontrei pessoas amigas e vendi alguns exemplares. Fiz novas amizades. Também comprei alguns livros, com direito a autógrafos. Foi bem legal.

Já o domingo foi o dia da Vívian, minha namorada, que brilhou no lançamento do seu livro, Versos Roubados. Tive a honra de participar de um bate-papo com a autora, que compartilhou conosco seu processo criativo, os bastidores de sua escrita, sua intencionalidade e vivência. Tivemos também os versos na voz da autora, o que acho lindo. 

A amiga Norma de Souza Lopes fez uma participação, refletindo sobre o livro com muita profundidade. Outras pessoas ficaram animadas para ler as poesias da Vívian. 


Quem quiser adquirir o livro Versos Roubados, basta acessar a loja da Editora Polifonia, ou entrar em contato diretamente com a autora, Vívian Marchezini, no perfil profissional que ela tem no Instagram.

O domingo terminou com um encontro com a amiga escritora Jadna Alana, vencedora do Prêmio Kindle de Literatura 2026, com seu livro Barquinho de papel.

Abaixo, deixo alguns também registros do Festival Sempre Um Papo.











Finalizo com a lista de pessoas que apoiaram meu sonho:

Vívian Marchezini ❤️

Marison Eustáquio Lacerda Parreiras

Arnaldo dos Santos

Vandernailen Medina

João Emílio Medina R. Lages

Pâmela Bastos Machado

Bianca Pontes

Emanoel Ferreira

Jadna Alana 

Érica Lima 

Guilherme Soares

Thaís Campolina 

Mírian Freitas

Audrey Cristiane Macedo Rocha

Patrícia Renó

Isabella Albuquerque

Felipe Diógenes

Arthur Medina 

Vânia Bonadio 

Gau Laet

Maria do Carmo Rocha (Cacá)

Fernando Junio Santos Silva

Pri Varella

Liel Mangaraviti

Rodrigo de Freitas Teixeira

Aline Cântia 

Vitor Américo

Val Armanelli

Alycia Moreira 

Evelyn Medina (Tia Beve)

Fabiano da Mata

Monique de Magalhães

Gislayne Matos

Marcos Coelho Bissoli

Norma De Souza Lopes

Manu Patente

Paul Berssey

Lilia Martins 

Servos Cardoso

Áurea L. Leite

Margareth Cordeiro Santana

Marli Mariani

Rosi Amaral

Andrea Paula Leal e Silva

Soraia Magalhães

Juliana Daher

Maria Célia Nunes

Daniela Costa de Queiroz

Brenda Linda Medina Lages

Marly com y

Silvia Maria Lacerda Cançado

Wander Ferreira

Katia Edilene Ferreira

Fabíola Ribeiro Farias

A vocês meu muito obrigado! 

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Fim da campanha de pré-venda, Festival Sempre Um Papo e um convite especial


No dia 28 de fevereiro deste ano, daqui a 3 dias, a campanha de pré-venda do meu livro Convergência chegará ao fim. Foi uma jornada cheia de altos e baixos emocionais para mim. Tive apoios de muita gente. A maioria foi de amigos e pessoas queridas. É uma felicidade isso. Além de ter batido a meta mínima necessária para a viabilização do projeto, consegui alcançar as metas 2 e 3. Para um escritor como eu, pequeno e de pouca visibilidade, é um resultado além de satisfatório. 

Ainda é possível, porém, fazer seu apoio e garantir seu exemplar autografado. A campanha pode ser acessada através do link: https://benfeitoria.com/projeto/convergencia.

Nesse mesmo dia, vou participar de um evento bem legal aqui na minha cidade. Será o Festival Sempre Um Papo. Ele será um enorme encontro de escritores e livros e vai acontecer na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21 – Centro. BH/MG). Então, se você quiser conhecer meu trabalho, bater um papo e, quem sabe comprar um livro, estarei lá de 19h às 20h.


Fechando o final de semana e dando início a uma nova, quero fazer um convite especial. Mina namorada, Vívian Marchezini, vai lançar seu livro Versos Roubados no café Tons de Verde. A gente se aproximou pela poesia e por isso estar nesse lançamento com ela é algo muito significativo para mim.  Foi a partir do poema "Feliciteza" que me encantei pela escrita da Vívian e, posteriormente, pela pessoa que ela é. Uma poeta poderosa, que alia a suavidade da flor com a potência das raízes e troncos para criar uma poesia que é cálida e, ao mesmo tempo, contundente. 

Fica então o convite para a gente papear e ler poesia! Além de boa companhia e, é claro, um delicioso café! 

Lançamento do livro Versos Roubados, de Vívian Marchezini 

Data: 01 de março de 2026, domingo

Hora: 15h às 18h

Local: Tons de Verde Café (R. Mario Mendes Campos, 65 – Castelo. BH/MG)




terça-feira, setembro 30, 2025

Flicar 2025 - Uma Festa de Afetos e Descobertas em Carmo da Mata


Em 2023, quando participei da Flicar – Festa Literária de Carmo da Mata – pela primeira vez, não imaginei que aquele seria o início de uma história que se entrelaça profundamente com meus projetos como escritor. Não poderia prever que as pessoas que havia conhecido na ocasião, Mírian Freitas, Hércules Tolêdo Corrêa, Pedro Gontijo, Servos Cardoso, Luiz Eduardo de Carvalho, dentre outras, fariam parte de meus afetos mais queridos. Assim como a Júnia Paixão, coordenadora e curadora da Flicar. Eu a tinha conhecido na Feira Urucum, realizada pela Impressões de Minas. Era início de 2023. A gente ficou vizinho de estande e foi então que eu soube da Flicar e me ofereci para participar da programação. 

Quando Júnia me convidou formalmente, confirmei na hora. Minha intuição estava certa: na Flicar de 2023 conheci pessoas muito especiais. Gente que prospera na literatura através do apoio mútuo, do fortalecimento de laços. Pessoas que não se limitam a eventos literários, mas buscam conexões reais. Assim foi também em 2024.

Neste ano, a Flicar aconteceu dos dias 18 a 21 de setembro. Cheguei na quinta, ainda, dia 18, à noite. Em Oliveira, conheci o Curumim, artista da palavra em Contagem. Seguimos de carro com o Júlio até Carmo da Mata. Quem nos recebeu lá foi a produtora, CinaraA programação do dia já havia encerrado. Porém, o pessoal ainda estava reunido, conversando calorosamente. Revi amigos queridos e preparei meu coração para o que viria.

Na sexta, aconteceu a programação na Escola Estadual J. Afonso Rodrigues. Foram oficinas literárias de prosa, poesia, rima e improviso. Eu não fazia parte dessa programação, mas me ofereci para contar histórias. A Júnia gostou da ideia e articulou minha participação. Compareci à tarde, me apresentando para uma turminha de 11 e 12 anos, acompanhado pela professora Roseli, responsável pela classe. Narrei para eles: “Uma questão de interpretação”, “O peixe maravilhoso” e “Miserinha”. Pediram mais. Que eu voltasse na segunda ou então na próxima sexta. Fiquei comovido e encantado. É sempre melhor que a gente saia de cena quando o público pede mais do que quando já estão enfadados da apresentação, dizia o meu maestro Marco Antônio Maia Drummond.

No sábado, estive na mediação da mesa “Literatura e Educação”, com a Lavínia Rocha e a Leida Reis. Foram 60 minutos testemunhando relatos inspiradores sobre o engajamento na sala de aula e na promoção da literatura. Lavínia é uma professora inspirada e inspiradora, além de escritora promissora e comprometida. Ela não se intimida diante das dificuldades estruturais que a educação no Brasil apresenta, mas enfrenta todo esse cenário com graça e criatividade. Já Leida demonstrou uma postura mais contida e sábia, pautada na experiência de quem escreve, edita e realiza eventos literários há nuitos anos. Apontou a necessidade de que educação e cultura andem sempre de mãos dadas, como parceiras.

Muitas outras mesas trouxeram palavras e reflexões impactantes e que irão reverberar em minha atuação tanto como escritor quanto como mediador de leitura. Destaco três em especial: A primeira foi a mesa “Entre o real e o imaginado: diálogo sobre a prosa contemporânea brasileira”, com a Ana Elisa Ribeiro, que sempre expande nossas mentes com suas palavras. A segunda,  "O poder da palavra: Literatura e transformação social", nos fez refletir sobre como as políticas públicas são fundamentais para o fortalecimento da leitura e da literatura no Brasil. A terceira foi "O tehêy e a narrativa do povo Pataxoop", com D. Liça Pataxoop, que nos impactou com suas palavras de sabedoria ancestral. Não posso, porém, deixar de falar da presença de Nívea Sabino e Curumim, que deram um show à parte, com suas palavras repletas de energia, algumas suaves como carícia, outras cobertas pelas farpas do protesto. E por falar em show, Cinara e banda não nos deixaram ficar parados com um bom samba e muita energia.

Domingo foi o fim da programação do evento, com música, sarau e uma apresentação belíssima de narração de histórias, com várias brincadeiras. Quem conduziu não poderia ser ninguém além de Vânia Ordones e Patrícia Oliveira

Assim, a programação oficial chegou ao fim. Porém, a gente sabe que a Flicar não acabou. Ela nunca acaba, mas continua reverberando em nós, em cada amizade nova, como o Mauro Donato e a Giovanna Soalheiro, e as já consolidadas, como a Mírian Freitas, a Thaís Campolina, o Servos Cardoso, a Ana Paula Dacota, o Pedro Gontijo e a Gil Kis.

Devo reforçar que é sempre uma grata experiência encontrar a Ana Elisa Ribeiro, uma das pessoas que mais admiro desde que conheci. Uma escritora genial e uma professora que trata o ensino como paixão. Suas falas são sempre inspiradoras e hipnóticas. Com ela, estavam algumas pessoas da pós-graduação do CEFET. Uma galera sempre animada e disposta a se envolver na promoção da literatura.

Ainda sobre reencontros, foi um prazer enorme rever Nívea Sabino e a Dalva Maria Soares, que esteve em uma mesa com o Henrique Rodrigues, do Instituto Caminhos da Palavra

O que mais dizer? Posso não ter mencionado todo mundo que encontrei lá. Só sei que são pessoas incríveis, generosas e envolvidas, como a Mara Senna e o seu companheiro, o Paulo. Lamentei muito não ter conseguido sentar com o Luiz Eduardo de Carvalho, para mais uma das nossas inspiradoras conversas. Um bate papo com o Edu é uma mentoria de escrita!

De tudo o que vivi, posso garantir que já estou com saudades e ansioso para a próxima Flicar. Com certeza, a Festa Literária de Carmo da Mata de 2026 seguirá a tradição, sendo ainda mais surpreendente que a deste ano. E tudo por causa da Júnia Paixão. A ela meu muito obrigado, sempre!



O que rolou na programação:


19 de setembro

17h - Mesa 1: “Cinco vozes mineiras: a pluralidade da nossa poesia”

Amanda Ribeiro, Ana Paula Dacota, Thaís Campolina, Mara Senna e Clara Valverde, com mediação de Carol Vasconcelos


18h - Mesa 2: “Entre o real e o imaginado: diálogo sobre a prosa contemporânea brasileira”

Ana Elisa Ribeiro, Maria Fernanda Elias Maglio e Mauro Donato, com mediação de Thaís Campolina


19h - Mesa 3: "Ofício do escritor: tecendo mundos com palavras"

Ricardo Ramos Filho e Aguinaldo Tadeu, com mediação de Luiz Eduardo Carvalho


20h - "Sarau Lítero musical: Versos em si", com Daniel Bicalho e Bruno Rodrigo


21h - Show voz e violão com Caju


20 de setembro

9h - Hora do Conto, com Denise Arantes e Daniel Bicalho


10h30 - Mesa 4: "O tehêy e a narrativa do povo Pataxoop"

D. Liça Pataxoop, mediação de Pedro Gontijo


14h - Mesa 5: "O poder da palavra: Literatura e transformação social"

Henrique Rodrigues e Dalva Maria Soares, com mediação de Mauro Donato


15h - Mesa 6: "Literatura e educação: quando os caminhos se encontram"

Lavínia Rocha e Leida Reis, com mediação de Samuel Medina


16h - Mesa 7: "Vozes em cena: Slam e a força da poesia falada"

Nívea Sabino e Curumim, com mediação de Giovanna Soalheiro


17h30 - Lançamento Poetizar: "Antologia Poetizar - Sarau"


19h - Show de Samba, com Cinara Gomes e banda


21 de setembro 

9h Apresentação musical com os alunos do CRAS e Sarau poético com o grupo Feliz Idade


10h - Manhã brincante com Vânia Ordones e Patrícia Oliveira


Algumas fotos pra deixar saudade: