Um relato de alguém que toma pela mão.
Conheci a Vívian Marchezini ano passado. A gente se aproximou por causa da literatura. Quando a editora Toma Ai Um Poema lançou a chamada para a antologia Verve Lasciva, ela me avisou e incentivou a inscrever um poema. Decidi submeter Re: Primavera, que eu havia escrito em resposta ao Primavera, da Vívian.
Nós dois fomos selecionados. Tempos depois, ela me deu um toque: Havia um e-mail da TAUP convidando quem estava participando da antologia a submeter uma obra solo.
Fiquei um pouco indeciso. Compartilhei isso com a Vívian e mais uma vez ela me encorajou a me jogar, a arriscar. Mais que isso, pois quando decidi enviar os contos de Convergência, teve um momento em que tocamos ideias, li trechos em voz alta para ela e trabalhamos lado a lado, cada um com seus escritos.
Foi um momento precioso e inédito. E que me deu força para afirmar que aquele era o momento de deixar Convergência nascer. Os textos presentes no livro são de períodos diversos, mas a ideia central que os une dialoga comigo há décadas. O próprio título nasceu há mais de 20 anos. Ele já intitulou um livro de contos bem diferente deste, em seu resultado final, mas confesso que muitos contos sobreviveram ao projeto antigo, embora com amadurecimento da linguagem e enredo.
Ter este livro em mãos, impresso, com capa e orelha, é um marco muito importante para mim. Um verdadeiro rito de passagem. E mais uma vez é a prova de que um livro não se faz sozinho. Teve a Vívian, pessoa fundamental para este processo atual. Também teve a Mabelly Venson, que fez a preparação, e a Sheila Mendonça, que revisou. Teve a Jéssica Iancoski, que fez a capa. Toda a equipe de edição, o pessoal da gráfica, a galera que gerou a campanha e me deixou sempre informado do andamento. Teve o Emanoel Ferreira, que me agraciou com o texto da orelha.
E também teve cada uma das pessoas que apoiaram a campanha, comprando, compartilhando, torcendo, falando sobre. E volto mais uma vez à Vívian, que esteve perto durante esse percurso.
Então, fecho este texto contando que na última quarta-feira, dia 19 de agosto, dei o primeiro autógrafo em um exemplar de “Convergência”. E foi justamente para a Vívian. Para mim, era fundamental que ela fosse a primeira a ter o livro em mãos.
Em breve, voltarei com as informações sobre o lançamento, mas já dei início às entregas dos exemplares.
Mais uma vez, muito obrigado!



