Há eventos que nos deixam tão satisfeitos que a gente quer falar deles para todo mundo. A gente fica lembrando, revivendo, para não deixar o momento ficar só no passado. Hoje, dia 10 de agosto de 2026, o Clube de Escritores de Belo Horizonte visitou o Colégio Noeme Campos. O convite partiu da professora Nilvania, que entrou em contato comigo. Os alunos do primeiro ano estão realizando um projeto de escrita com o tema “Mistério Mineiro” e uma das etapas é justamente receber escritores para conversar com a turma.
Foi o que aconteceu. Combinei com Bianca Pontes, Emanoel Ferreira, Jadna Alana e Monique de Magalhães para realizarmos essa visita e estarmos diante dos alunos, para satisfazer um pouco a curiosidade destes sobre o que faz uma pessoa escritora, o que come, onde vive, essas coisas…
Fomos calorosamente abordados na recepção por uma equipe cerimonial dos próprios estudantes. Eles então fizeram uma breve filmagem, pedindo que cada um de nós falasse de si. Em seguida, nos conduziram ao auditório. Em um palco, estivemos inicialmente conversando com dois adolescentes, uma moça e um rapaz, que se encarregaram das perguntas.
Nós falamos de nossas experiências como escritores. Eu frisei muito que o meu sujeito escritor se mescla com o meu sujeito leitor, antes de tudo. Fale que para mim a leitura e a escrita são formas de estar no mundo e se relacionar com a realidade. E que eu escrevo por causa do “barato”. Esse barato eu sentia ao ler certos livros e comecei a escrever para propiciar a continuidade dessa sensação.
Apresentamos um pouco da nossa história e de nossos livros. Alguns alunos da plateia também fizeram perguntas. Para finalizar, houve por parte dos mediadores um bate-bola rápido, onde a gente tinha que responder a cada pergunta com apenas uma palavra. Encerramos nossa participação e a equipe do cerimonial ocupou o palco, cada adolescente trazendo nas mãos uma lembrancinha: um copo com o tema do projeto e recheado de bombons!
E esse não foi o final definitivo. Depois de tanta coisa boa, ainda foi servido um delicioso lanche, com direito a pudim caseiro feito por um dos alunos. Deixei com Nilvania um exemplar de “Patos Selvagens” e um de “Uma visita inesperada”.
A receptividade foi incrível. Os adolescentes se mostraram muito acolhedores e interessados. Um aluno chamado Renan me contou que é mestre de RPG. Ele me contou de um sistema da Jambô que eu não conhecia.
Só posso dizer que encontros como esse reafirmam meu propósito de prosseguir trilhando o caminho da escrita e da publicação. E que continuarei sempre buscando aproximar pessoas e livros. Agradeço imensamente à professora Nilvania, à diretora, Zaira, e ao vice-diretor, Anderson. E, igualmente importante, aos estudantes do Colégio Noeme Campos!


