quarta-feira, março 29, 2017

Leitura #9

Um cachorrinho de rua conta sua história. E do seu jeito!

História vira-lata
Sylvia Orthof
Eva Furnari
Editora Braga

Descrição: Em fundo branco, lata de lixo azul. À direita, cachorro de cor avermelhada e perfil esquerdo está sentado em um caixote. Nas patas dianteiras ele segura um sanduíche, apoiado sobre a lata de lixo, onde repousa um copo com líquido claro e canudinho. À esquerda, um amontoado de lixo.

terça-feira, março 28, 2017

Vídeo: Grito, de Pâmela Machado

Compartilho com vocês desta vez a leitura de um lindíssimo poema da Pâmela Machado, lido em um sarau no Sesc Carlos Prates, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Agradeço aos amigos Norma de Souza Lopes, Rodrigo Teixeira e, especialmente, Carolina Reis, que fez esta filmagem. Como não pode faltar, faço um agradecimento para a Pâmela Machado, que com suas palavras e presença muito tem inspirado meus escritos. Eu te amo, Pam!


Leitura #8


A história de um samurai e de seu poder de mudar a realidade através do Origami.





A dobradura do samurai
Ilan Brenman
Fernando Vilela
Companhia das Letrinhas

Descrição: homem de olhos puxados em perfil direito veste quimono e brande uma espada samurai na mão esquerda e um bambu na direita. Uma sequência de 8 origamis estão na frente dele, caracol, concha, sapo, tatu, concha, Tsuru, girafa, concha. O homem está em preto e branco. Os origamis estão nas cores preto, laranja, verde, preto, azul, azul, azul, laranja.

segunda-feira, março 27, 2017

Leitura #7

Um gato culto e bem educado tem complicações adiante. Agora, seu maior problema é justamente ser xadrez!




Era outra vez um gato xadrez
Letícia Wierzchowski
Virgílio Neves
Galerinha Record

Descrição: Em fundo roxo, retângulo xadrez, preto e branco, com gato de perfil esquerdo no canto inferior direito. Ele é branco com quadriculados pretos perto do pescoço e da barriga e um quadrado maior no olho esquerdo.

domingo, março 26, 2017

Trilogia da Fundação - Um surpreendente mergulho em nosso possível futuro

Não costumo fazer resenhas de trilogias ou séries literárias, mas de obras individuais, principalmente por não ter a intenção de ser um blog analítico, nem de crítica acadêmica. Além disso, uma resenha conjunta, a meu ver, não é tão legal. Acho que cada obra tem sua especificidade, como se fosse um indivíduo único.
Assim, foi com certa relutância que decidi escrever esta resenha. Porém, como faz um tempo que não publico alguma, e como só publiquei uma este ano, resolvi juntar esses motivos para fazer um três em um.
Tudo bem que talvez seja muita pretensão de minha parte fazer comentários sobre um dos trabalhos mais impressionantes do Guru da ficção científica, Isaac Asimov. Mas é assim mesmo que a gente aprende.
A trilogia começa com o livro Fundação mostrando - com o perdão do trocadilho - os fundamentos dessa saga cósmica. Um jovem matemático é convidado a trabalhar na Universidade de Trantor, capital do Império Galáctico, a milhares de anos em nosso futuro. Lá ele conhece Hari Seldon, o fundador de uma estranha ciência chamada Psico-História. Segundo esta, seria possível prever o futuro de uma civilização através de fórmulas matemáticas. Sendo assim, foi previsto o declínio do Império e sua inevitável queda, seguida de trinta mil anos de barbárie.
Para atenuar os efeitos dessa crise e encurtar esses trinta mil anos em apenas mil, Seldon cria uma fundação de cientistas que deveriam tratar de todo o conhecimento do Império e guardá-lo em uma inédita enciclopédia, para quando um novo império surgisse.
A princípio, este é o objetivo da Fundação, estabelecida no planeta Terminus, na periferia mais obscura e distante da galáxia. Há, porém, um objetivo oculto e impressionante, que será revelado gradativamente, à medida que o Império se degenera e a periferia se torna cada vez mais instável e perigosa, com o surgimento de governos planetários belicistas.
Sei que a importância de uma obra pode interferir em sua leitura, de forma a causar uma expectativa que pode ser frustrante. Não foi esse o caso. O texto de Asimov é equilibrado e fluido, muito agradável. Além disso, seus personagens são cativantes, embora o tempo que o leitor passe com eles seja relativamente curto. Afinal, a trilogia cobre um período de mais de trezentos anos em que crises e reviravoltas acontecem.
É importante destacar, também, como Asimov tem uma incrível visão estratégica, dando ao leitor a impressão de que ele está fazendo um zoom sobre um indivíduo específico, depois de um espetacular panorama.
É interessante observar certos anacronismos. Afinal, Asimov não é um profeta, a ponto de prever as mudanças sociais que ocorreriam nas três últimas décadas. É possível notar também certo sexismo no desenrolar da trama, tendo as mulheres pouca participação no enredo. Além disso, talvez ele não imaginasse que a tecnologia nuclear seria descontinuada. Mas como eu disse, Asimov não é mágico, mas um ficcionista, e ele fez algo impressionante em sua "ópera espacial", com direito a devaneios sobre possíveis habilidades futuras em uma sociedade humana que buscasse evoluir em consciência e linguagem, nas ciências humanas, ao invés das exatas.
Com um enredo fascinante, um universo rico e complexo e o talento de um exímio prosador, Asimov faz da sua trilogia Fundação, Fundação e Império, Segunda Fundação uma jornada inesquecível para o leitor.


Ficha Técnica
1. Fundação
Páginas: 239
2. Fundação e Império
Páginas: 248
3. Segunda Fundação
Páginas: 235
Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph

Perfis dos livros no Skoob:
1. https://www.skoob.com.br/livro/2668ED3474
2. https://www.skoob.com.br/fundacao-e-imperio-27768ed30170.html
3. https://www.skoob.com.br/segunda-fundacao-27769ed30172.html

Leitura #6

Existem brinquedos só para meninos e outros para meninas? Duas crianças e vários brinquedos. Como resolver o dilema de qual brinquedos ou brincadeira cada criança pode brincar?

Pena de Pato e de Tico-Tico
Ana Maria Machado
Desenhos de Claudius
Editora Salamandra

Descrição: em fundo amarelo, um menino e uma menina jogam peteca. A menina está à esquerda, tem a pele levemente avermelhada, cabelos pretos curtos e usa um vestido azul. A mão esquerda dela está erguida. À direita, o menino tem a pele marrom e usa uma blusa azul e um calção vermelho. Ele ergue a mão direita. A peteca está no centro, com penas multicoloridas.

Originalmente publicado no Instagram.

quarta-feira, março 22, 2017

Vídeo: O último conto

Homenagem a todas e todos contadores de histórias, que deixam a vida mais rica de paisagens, sentidos e palavras!


O último conto
Rodolfo Castro
Henrique Torralba
Tradução de Rosana de Mont'Alverne Neto
Editora Aletria

terça-feira, março 14, 2017

segunda-feira, março 13, 2017

Leitura #5


Um tatu confuso e violento aprontando horrores na mata! Numa brincadeira fonética, a narrativa se desenvolve a partir das atividades nada razoáveis do tatu.

Tatu bobo
Ana Maria Machado
Ilustrações de Claudius
Editora Salamandra

sexta-feira, março 10, 2017

O pato, a morte e a tulipa: Quando a Vida grita Raposa!

"Fazia tempo que o pato sentia que algo não ia bem". Assim Wolf Erlbruch inicia sua pungente e delicada narrativa. Sem meios-termos e subterfúgios, a trama de cara mostra a que veio, com um inusitado e desconcertante encontro. Lá está a morte, franca e direta, como ela sempre é quando chega.
Certamente o fim da vida é um tema difícil mesmo para adultos, sendo ainda mais espinhoso quando abordado na literatura infantil, geralmente sempre sob a mira de educadores, pedagogos e pais sempre preocupados. 
Por isso, não se pode negar a coragem e ousadia de Erlbruch na escolha do tema. E o autor logo se mostra à altura do desafio, apresentando a seus leitores aquela que talvez seja a morte mais simpática da história da literatura infantil universal. Com um jeito simples e cativante, sem perder a sua solene dignidade, a personagem é compreensiva e gentil, sem deixar de ser franca. Além disso, é impossível não se comover com o pato, inseguro diante do futuro incerto, sem contudo soar patético. 
Nisso está a maestria de Wolf Erlbruch, ao abordar um tema tão grandioso de forma simples e poética, repleta de afeto e sensibilidade. Enquanto passeia pelo enredo, o leitor como que é convidado a caminhar com o pato, vivenciar seus medos e dúvidas, compartilhar de sua coragem. 
Unindo simplicidade e pungência, beleza no traço e profundidade em seu texto, no diálogo e no enredo sutil e poético, O pato, a morte e a tulipa certamente será uma jornada tocante para aqueles que se aventurarem por suas páginas. Pois assim é a vida.

Ficha técnica
O pato, a morte e a tulipa.
Wolf Erlbruch
Ano: 2009
Páginas: 32
Editora: Cosacnaify

quinta-feira, março 09, 2017

Leitura #4

A narrativa tradicional sem palavras, mas com muita expressividade.

Os Três Porquinhos
De Joseph Yacobs
Por Angelo Abu
Editora Mundo Mirim

quarta-feira, março 08, 2017

Sobre distâncias não ditas

Another Place, the Antony Gormley. Foto de Chris Howells.


Todo dia eu passo pela mesma praça a caminho do trabalho e a avisto de longe, quase sempre no mesmo banco. Ou então, sentada à beira da calçada, com sua sacola onde guarda todos os pertences de uma vida.
Por vezes, algumas pessoas estão com ela. Nesses momentos, ela é toda sorrisos, como a matriarca na cabeceira da mesa de família. Com gestos quase harmoniosos, ela parece exortar, motivar e acolher aqueles ao seu redor.
Noutras ocasiões, nem mesmo seu companheiro está com ela e nesses momentos a verdade me golpeia. Verdade chamada “abandono”. Ela está abandonada à própria sorte, mesmo quando não está sozinha.
E nesses momentos em que ninguém está com ela, eu a percebo lacônica, imersa em imobilidade, como se o próprio ar ao seu redor fosse de concreto.
Surpreende ela ser uma pessoa com um olhar tão doce. E apesar dos poucos dentes, ela sorri muito. Sempre diz como ama estar perto de uma biblioteca, declarando sem reservas seu amor por esse lugar.
Ela parece ser mais velha do que é, sua pele encarquilhada como que por vezes me lembra bronze castigado pelos anos, mas sempre móvel. O olhar meio caído como que suplica atenção e carinho.
Hoje eu atravessei a rua e me aproximei dela. Estava com o mesmo ar de desenganado abandono. Seu companheiro estava a seu lado e, diferente dela, sorria como se o mundo ao seu redor fosse uma ininterrupta apresentação de banda.
Ela, porém, está quieta e tristonha.
Nossos olhos se encontram. Ela fala tá tudo bem com você meu amor? E eu respondo tá sim. E com você? Ela diz não to muito boa não. Por quê, pergunto eu. É que eu tou com uma doença que não tem cura. Surpreso e ao mesmo tempo mortificado, eu pergunto que doença é essa?
E ela responde: Saudade.

terça-feira, março 07, 2017

Leitura 3

Originalmente publicado no Instagram dia 3 de janeiro de 2017.

O que acontece quando dois irmãos de sexos diferentes passam de baixo do arco-íris? Confusão na certa!
Faca sem ponta, galinha sem pé
Ruth Rocha
Desenhos de Mariana Massarani
Editora Ática

Vídeo: Livro-minuto na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil

Boa noite! Este vídeo não foi lincado aqui antes e por isso compartilho agora com vocês. Trata-se do resultado de uma das realizações dá oficina Livro-minuto, frequentemente oferecida na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil / Centro de Referência da Juventude. Na atividade, convido os participantes a produzirem livros a partir de dobraduras de papel, num exercício de escrita, ilustração e edição. Momento único em que todos damos à luz um pequeno livro, filho intelectual e físico. Quem quiser conhecer mais sobre essa oficina, basta entrar em contato comigo, a partir deste site ou dá página no Facebook.
E com vocês o vídeo!



segunda-feira, março 06, 2017

Segundo livro do ano!

Originalmente publicado no Instagram dia 2 de janeiro de 2017.



João é um jovem pé de feijão que deseja muito crescer e ficar bem forte. E para isso ele precisa de água. Mas o que fazer quando a terra está tão seca que chega a rachar? Como João conseguirá a água de que tanto precisa?

João Feijão
Sylvia Orthof
Ilustrações de Walter Ono
Editora Ática
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