terça-feira, novembro 25, 2014

E agora, José?




A Bienal acabou. O livro esgotou. A noite esticou e o pé inchou. E agora, José?
Foram dez dias de intenso trabalho. A ideia de participarmos da Bienal nasceu no Segundo Encontro de Jovens Autores e Blogueiros Literários. Não imaginávamos que tabém nascia a Liga de Autores Mineiros.
Durante a reunião, o assunto Bienal do Livro de Minas foi levantado, mas apenas como possibilidade. O colega (e hoje amigo) Ariálisson de Freitas se ofereceu para tomar a frente nos contatos com a empresa organizadora. Seu papel foi crucial para a consolidação nosso projeto.
Seguiu-se então o longo caminho de organização, com reuniões e debates, culminando na semana anterior ao evento, que exigiu muita energia do pessoal. Eu, que estava fora de Belo Horizonte, cheguei na véspera e encontrei tudo pronto. Restava-me agora dar sangue durante os dez dias seguintes.
E foram de fato dez dias bem puxados. Todos trabalhamos bastante, principalmente o Ariálisson e a Thais Lopes. Foi a experiência da Thais que nos garantiu a segurança necessária para as tarefas financeiras.
Contudo, não posso deixar de destacar o talento da Ana Faria que atraiu muitos leitores com seu cosplay, a simpatia de Carla Montebeler, Edna Barbosa, Sterlayni Duarte e Poliana Nogueira, o encanto de Lavínia Rocha e Augusto Alvarenga, a incansável disposição de Antônio Navarro, a tranquilidade de Ledinilson Moreira e Hermes Lourenço. A Thais também conquistou inúmeros leitores com sua irreverência, e jovialidade.
Foram dias incríveis em que fizemos amigos, como o pessoal da editora Poesias Escolhidas, os escritores Leandro Schulai, Rafaela Polanzynk, Gusttavo Majory, Carol Viana, Eduardo Assumpção e muitos outros; criamos laços, estabelecemos parcerias e, principalmente, divulgamos nossa literatura. Foi com extrema satisfação que vi os títulos de muitos colegas serem esgotados. E além disso tive o privilégio de poder conviver com eles.
As conversas que tive com vários escritores, em especial o querido José Carlos Aragão, ainda que descontraídas, certamente garantiram grandes lições para mim. 
Não posso deixar de citar as blogueiras Renata Ávila, Alessandra Santos Reis, Paulina Pimenta e Letícia Pimenta. Obrigado, meninas!
Além disso, vale destacar a importância que nossos familiares tiveram, doando seu tempo e apoio conforme a disponibilidade de cada um. Sua participação foi crucial para o nosso sucesso!
Esses últimos quatro meses muito me ensinaram sobre cooperação e trabalho em equipe. Foi um processo que culminou nesses incríveis dez dias. Contudo, o que mais aprendi nesta incrível jornada é que a Bienal do Livro de Minas 2014 foi apenas o começo.

Pessoal, se eu por distração tiver esquecido de mencionar alguém, por favor, não deixem de me lembrar! ^_^

quarta-feira, novembro 19, 2014

Sessão de autógrafos na Bienal do Livro de Minas

Créditos: Poliana Nogueira



Olá, pessoal! Passo aqui para avisar que estou todos os dias na Bienal do Livro de Minas e farei uma sessão de autógrafos dos livros Patos Selvagens e O Medalhão e a Adaga no estande da Liga dos Autores Mineiros (J08). Conto com vocês!

Local: Bienal do Livro de Minas (EXPOMINAS - Av. Amazonas, 6030 - Gameleira
Belo Horizonte)
Data: 22/11/2014, às 12h.

sexta-feira, outubro 31, 2014

Posicionamento sobre as eleições

Pessoal, fiquei muito alegre com o resultado da eleição mas, ao mesmo tempo, muito triste e preocupado. Já declarei publicamente qual minha preferência. Inclusive busquei ler os programas de governo dos dois candidatos. Pesquisei as notícias negativas sobre cada um deles. Isso ajudou a dar mais firmeza à minha decisão.
Porém, acompanhando as pesquisas como um torcedor acompanha o desempenho de seu time, fui ficando cada vez mais preocupado. Afinal, eleição não é igual clássico de futebol, onde o vitorioso geralmente fica feliz com a derrota do rival.
Eleição não pode ser a vitória da maioria, mas de todos. Assisti ao pronunciamento da Presidente Dilma. Foi de fato um momento importante, pois faço questão de não esquecer suas palavras e promessas. Quero um Brasil plural e igualitário e procurei escolher qual candidato representava esses valores.
Como disse o Fabiano Azevedo Barroso, eu igualmente espero não ter ofendido algum de meus amigos por conta de minhas opiniões políticas. Desejo que estas eleições sirvam para que possamos estabelecer metas, firmar parcerias, chegar a objetivos comuns.
E espero sinceramente que esta eleição seja um marco para um Brasil para todos.


Este texto foi originalmente publicado no Facebook dia 26 de outubro de 2014.

quinta-feira, outubro 30, 2014

Sobre nascer

Brincando comigo durante a visita de hoje, uma criança declarou: "você é bobo!" e concordei.
Ainda completei: "Eu nasci bobo."
A criançada caiu na risada. Apenas uma das meninas não riu. Chegou perto de mim, pegou minha mão e disse, bastante preocupada:
"Você não nasceu bobo..." 
Ajoelhei-me para ouvir melhor e ela repetiu:
"Você não nasceu bobo. Você nasceu feliz."
Caramba. A sabedoria infantil me pega de surpresa de vez em quando.

quinta-feira, outubro 23, 2014

Cercado mas não vencido: Max e os felinos

Filho de um peleiro de Berlim, Max se envolve com a esposa de um membro do Partido Nazista. Descoberto o romance, o rapaz é obrigado a fugir para o Brasil. Começa assim uma série de aflições sofridas pelo rapaz em seu exílio.
Max e os felinos está dividido em três capítulos que também poderiam ser chamados de atos. Cada um está ligado a uma espécie de felino. O primeiro é um tigre; o segundo, um jaguar e o terceiro, uma onça.
É interessante observar que o livro demonstra a evolução, o amadurecimento do personagem diante das adversidades. Há, em contraponto, uma gradual diminuição do porte do felino, que assume um papel alegórico. A cada ato a postura de Max muda do medo paralisante ao total enfrentamento. E assim o protagonista se fortalece diante dos desafios, pois reconhece que o medo é uma ameaça interna, maior que qualquer perigo que possa cercá-lo.
Ao mesmo tempo, podemos considerar o segundo ato como a alegoria da sociedade regida por governos totalitários, onde a passividade e o medo que o cidadão comum sente alimenta e fortalece um regime que, quando não oprime o povo, está totalmente alheio a suas necessidades. Dessa forma, o livro não somente se constitui numa bela história de superação, amadurecimento e coragem, mas também um retrato contundente de um processo histórico que nós brasileiros também enfrentamos durante o Estado Novo. A proposta então é a resistência, o enfrentamento. O monstro teme ser enfrentado e é capaz de consumir-se quando tal acontece. 
Não podemos esquecer a deliciosa prosa de Moacyr Scliar, artesão da prosa. Com seu talento, ele faz de Max e os felinos uma experiência de prazer e reflexão.

Ficha Técnica
Editora: L&PM
Ano: 1981
Páginas: 78

Perfil do livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/12086-max-e-os-felinos

quinta-feira, setembro 25, 2014

Um sábado literário



Neste último sábado realizamos aqui na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil o evento Mochila Literária. Trata-se de um projeto criado pela autora Adriana Vargas e que busca reunir jovens autores com o propósito de mútua divulgação.
A organizadora desta edição, Carla Montebeler, deu a ideia de realizá-lo na Biblioteca e como consegui a autorização, fomos nos organizando, fazendo a divulgação junto às redes sociais e trocando ideias.
Foi um sábado muito conturbado. Eu realizei uma oficina chamada Publique seu livro pela manhã. Ao todo tivemos 16 participantes, todos muito interessados no tema. Acredito que eles tenham ficado satisfeitos com o resultado da oficina.
Logo após fechar a Biblioteca, fui recolhido pelo motorista do Sítio Escola 4 Elementos para uma feira literária que lá ocorria. Um pouco tenso, tive meu nervosismo dissipado ao desfrutar da companhia da escritora Rosana Mont'Alverne durante o trajeto. Tivemos então uma agradável conversar bastante sobre literatura.
No evento literário pude falar de minhas obras e de minha paixão pela escrita. Depois do bate-papo, fui conduzido pela escola para conhecer suas dependências. Em seguida, fiquei em uma sala para a sessão de autógrafos. Foi ótimo ver quantas crianças estavam interessadas pelo meu livro! O único problema foi que O Medalhão e a Adaga não estava disponível para venda e por isso só autografei o Patos Selvagens.
Não pude ficar até o final do evento, pois tinha que estar na Biblioteca às 18h30. Fui novamente transportado pelo motorista do Sítio Escola, chegando no horário marcado. De 18h30 às 19h30 fiquei prestando auxílio à equipe do projeto para que o espaço ficasse pronto na hora certa.
O evento começou mesmo às 20h e contou com um bom público. Foi uma noite gostosa e agradável. Pudemos conversar com bastante descontração, brincando uns com os outros e respondendo a perguntas do público. Ao final pude autografar O Medalhão e a Adaga para algumas pessoas. Dessa vez, o Patos Selvagens estava em falta. Ainda assim, senti que minha obra foi contemplada ao longo do dia.
Creio que eventos como estes contribuem para o desenvolvimento da literatura em nossa cidade e seu entorno. Se desejamos uma cidade literária, uma cidade de leitores, devemos promover mais encontros entre autores e leitores. Acredito que essa é uma forma rica de oxigenar a literatura, propor diálogos sólidos e enriquecer os escritores de material humano para suas obras. Sim, pois acredito que um dos grandes fenômenos da boa literatura é causar no leitor a impressão de ver-se no texto lido. E um escritor só pode alcançar esse nível de sinergia pelo amadurecimento e pelo encontro.
Bem, acredito que esse sábado foi mais rico do que posso medir e que seus resultados irão reverberar ao longo de nossas carreiras literárias.

Um agradecimento especial a aos autores Carla Montebeler, Ledinilson Moreira, Poliana Nogueira, Thais Lopes e Sterlayni Duarte e às blogueiras Renata Ávila, Alessandra Santos Reis, Letícia Pimenta, Paulina Pimenta e Brenda Ellen.

Segue agora um vídeo feio pela Paulina Pimenta com parte do bate papo entre autores.



sexta-feira, setembro 05, 2014

Momento Pandeguice



Deixando aqui um vídeo bem bobo. Afinal, é bom dar gargalhadas e debochar um pouquinho de vez em quando...

Essa musiquinha foi feita em homenagem àquela gosma que nos salva de ácaros, bactérias e outros intrusos.

O Catarro Verdão

Verde e gosmento no meio do dedão
esta é a história do Catarro Verdão

O Catarro Verdão tem múltipla função:
Ele cola seu dever, é uma boa refeição.
Em casa ou na escola, no recreio ou na aula
ele sempre te atende não te deixa na mão.

Ele cola porcelana, borracha e madeira.
Serve pra modelar, é uma boa brincadeira.
Você que está em casa desligue a televisão.
O Catarro Verdão é sua diversão!

Não é mole, meu irmão, ser um catarrão!

quarta-feira, setembro 03, 2014

Revoada dos Patos Selvagens



Sim, meu amado filho finalmente alçou voo. Eu, pai todo orgulhoso, vi suas vigorosas asas enquanto me enchia de orgulho. O dia 30 de agosto foi maravilhoso. Ainda que eu estivesse extremamente ansioso, consegui me segurar, manter a calma, e curtir com gosto esse maravilhoso momento.
O caminho até o lançamento foi longo e árduo. Começou há mais de um ano, quando enviei o original para a editora RHJ. Durante alguns meses fiquei ansioso mas lentamente fui me desprendendo. Acho que em parte por causa de uma autoestima deficitária. Enfim, achava que meu texto não convenceria. 
Assim eu me mantive em silêncio sobre esse livro enquanto voltava todas as minhas forças para a obra que estava para nascer, O Medalhão e a Adaga
Curiosamente, um mês após o lançamento, recebi um e-mail da editora RHJ expressando o interesse na publicação de meu texto. Exultei, fui às nuvens. Naquele momento eu me senti como alguém que ganha na loteria. 
A partir desse primeiro e-mail deu-se início a um longo processo editorial. Eu aguardei com muita ansiedade o findar desse processo. Era assaltado por dúvidas atrozes, cheguei a sonhar que a editora entrava em contato comigo para dizer que meu livro era péssimo e não seria mais publicado. Foram momentos de sono escasso e atribulado.
Quando finalmente senti o livro em minhas mãos, fiquei maravilhado. Seguiu-se então a espera para organização do lançamento. Era preciso planejar uma data, fazer contatos, estimar público, organizar a agenda, levar aos amigos os convites.
E finalmente chega o dia 30 de agosto. Eu não me aguentava de tanta expectativa. Estava como um pião, sem parar um momento. O plano era fazer um bate-papo, mas as pessoas foram chegando, pedindo autógrafo, e assim a fila se formou e o papo ficou para outro momento.
Foi assim que eu pude assentar, mas sem descanso. Seguiu-se um longo período atendendo, dando autógrafos, tirando fotos, sorrindo, abraçando leitores. E fui agraciado com a presença de amigos que mostraram todo o seu afeto. A presença dessas pessoas foi fundamental para fortalecer meu desejo de escrever ainda mais - e melhor!
Assim, ao chegar o horário de fecharmos a Biblioteca, eu estava com o estômago vazio (não havia parado nem para beber água) e o coração cheio, transbordando. O sonho não foi apenas realizado, eu pude lançar meu livro ao lado da escritora e professora Ana Elisa Ribeiro, uma pessoa por quem nutro uma enorme admiração. Meu sonho ultrapassou todas as expectativas.
Fica aqui, então, meu agradecimento à Ana Elisa, à minha família, aos meus amigos e em especial a Ana Luiza de Freitas Rezende, que foi um apoio mais que sólido neste bom momento.

Programação de setembro de 2014 na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH



Programação BPIJBH – Setembro/2014


Literatura


Oficina Fábrica de Monstros
Leitura dos livros Pequeno manual de monstros caseiros e Mais um pequeno manual de monstros caseiros, de Stanislav Marijanovic. Criação de perfis de monstros a partir das narrativas lidas.Com Israel Ribeiro
Público: Crianças (8 a 12 anos)
Vagas: 15
Dia 11, quinta, às 14h30.

Oficina O vizinho monstruoso
Leitura do livro Condominio dos Monstros, de Alexandre Gomes e criação de um novo personagem para habitar a Rua Mortinho da Silva, número 13. Com Samuel Medina.
Público: infantil (6 a 10 anos)
Vagas: 20
Dia 12, sexta, às 10h30

Voz da Poesia
Leitura de poemas de diversos autores, em voz alta, buscando novas percepções de sentido e musicalidade. Com Sérgio Fantini.
Dia 18, quinta, às 14h30

Oficina borboletras

Leitura do poema “Borboleta Amarela”, do livro em duas escritas Nas Asas da Poesia, de Simone Pedersen, seguida de um bate-papo sobre poesia. Em seguida, os participantes serão estimulados a elaborar seus próprios poemas. Com Wander Ferreira.
Público: infantil (6 a 10 anos)
Vagas: 15
Dia 19, sexta, às 10h30.

Oficina Conte um conto
Leitura compartilhada de contos de autores brasileiros e conversa descontraída sobre a história. Com Sérgio Fantini
24, quarta, às 9h30

Oficina Carta para o mundo das fadas
Leitura compartilhada do livro O carteiro chegou, de Janet & Allan Ahlberg e proposta de exercício da recriação literária dos clássicos infantis, através de cartas escritas pelas crianças presentes.Com Israel Ribeiro
Público: Crianças (8 a 12 anos)
Vagas: 15
Dia 25, quinta, às 14h30.



Era uma vez jovem
Narração de histórias para jovens e adultos. Com o Grupo Via do Conto.
Público: Jovem
Dia 25, quinta, às 19h.

Curso Panorama do livro para crianças e jovens

O curso propõe uma reflexão sobre os livros, principalmente os destinados a crianças e jovens, desde a perspectiva histórica até a diversidade de gêneros, passando por sua materialidade.Com a consultora editorial e Publisher da Revista Emília, Dolores Prades.
Público: profissionais do livro e da leitura
Informações e inscrições a partir do dia 10 de setembro no blog:panoramadolivro.blogspot.com

Dias 29 e 30, segunda e terça, de 8h às 20h


FORMAÇÃO PERMANENTE

Roda de Leitura
Encontro para estudos sobre leitura e literatura infantil e juvenil, bem como prática de leitura em voz alta. Com Wander Ferreira e Samuel Medina.
Aberto a novos interessados.
Públicos: juvenil e adulto (mediadores de leitura, educadores e interessados em geral)
Dias 3, 10 e 17, quartas, às 9h30.
Dia 24, quarta, às 9h30 – Roda de Leitura Especial

Encontro semanal de contadores de histórias
Reunião para seleção e pesquisa de textos literários, exercícios de narração e trocas de vivências. Com Samuel Medina e Érica Lima.
Aberto a novos interessados.
Dias 5, 12, 19 e 26, sextas, às 9h45.


Conheça a BIBLIOTECA

Visitas monitoradas
Para conhecimento dos espaços, acervos (literário, informativo e quadrinhos) e participação nas atividades da biblioteca.
Públicos: infantil, juvenil, universitário e demais interessados.
Agendamento pelo telefone 3277-8672, de terça a sexta, das 9 às 17h.
Visitação: terças e quintas, às 9h30; quartas e sextas, às 14h30.
Mais informações: bpij.fmc@pbh.gov.br

SERVIÇOS

Empréstimo de livros e quadrinhos. Acervo disponível para consulta local com obras informativas e literárias voltadas, sobretudo, para os públicos infantil e juvenil.
Acesso à internet (Telecentro). De terça a sexta, das 9 às 17h30; sábados, das 9h30 às 13h.


AOS SÁBADOS

Dia 13
Sessão de autógrafos com os poetas Rômulo Garcias, autor de Clandestino (Asa de papel) e Adri Aleixo, autora de Des.caminhos (Patuá).
Público: Jovens e adulto
Às 10h

Dia 20
Oficina Giroletras
Leitura de textos literários para a primeira infância. Com Samuel Medina
Público: infantil
Vagas: 20
Às 10h

Oficina Publique seu livro
Uma apresentação sobre os métodos atuais de publicação, apresentando dicas sobre como enviar o original a uma editora ou como publicar de forma independente. Com Samuel Medina.
Vagas: 25
Às 11h

Mochila Literária
Evento que conta com a participação de vários autores, tanto de Belo Horizonte quanto de outras cidades. Serão realizados debates, conversas com leitores e sessões de autógrafos.
Às 19h

Dia 27
Leituras em quadrinhos
Clube de leitura que se reúne quinzenalmente para ler e discutir temas relacionados aos quadrinhos, sua linguagem e relação com outras mídias. Com Afonso Andrade.
Públicos: juvenil e adulto
Às 10h

Era uma vez...
Hora do conto: leitura e narração de histórias da literatura e da tradição oral. Com Maria Célia, Cidinha e Maria Tereza, contadoras de histórias voluntárias da Biblioteca Infantil e Juvenil.
Público: infantil
Às 10h30




BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL E JUVENIL DE BELO HORIZONTE
23 anos partilhando leituras
Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 8h30 às 17h30
Aos sábados, das 9h às 13h
Rua Carangola, 288 – Térreo – Santo Antônio. CEP: 30.330-240
3277-8658
Ônibus: 5102 e 9103, SC01 e SC02 (Av. Contorno)

quarta-feira, agosto 27, 2014

Profilaxia

Brisa

Foi uma noite só...
E ela partiu.
Levou embora meu desejo
meu impulso viril.

Agora ando em busca
sempre em busca
De uma outra ideia
Outra loucura
Que me venha
redimir.

Culpa

Sinta seu próprio nojo
Guarde-o em seu peito.
Este será de longe
o maior tesouro
que você
alcançará.
Rasgue este texto
falsa
profecia
A poeirinha chamada
Deus
continua a cutucar
o canto
do seu olho.

Fenecer

A fome da morte
é uma fome de norte
De um sentido forte
Mais seguro que a sorte

Simples demagogia
pensar que a poesia
em sentido se fia
ou na certeza se avia.

Quase um

Eu era vários
Os nomes todos acumulados
memória de
mil homens
todo um povo
saído
de um Egito espectral.
Tudo pra ser inteiro, completo,
mas as palavras faltaram
foram poucas.
E assim permaneço
rascunho
plano
incompleto.

Belo Horizonte, 27 de agosto de 2014

terça-feira, agosto 12, 2014

Lançamento de um pato e uma carta



Atenção! Meu novo livro, Patos Selvagens, será lançado no dia 30 de agosto de 2014, às 11h, na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. Será um lançamento conjunto com a incrível escritora, pesquisadora e poeta Ana Elisa Ribeiro, com seu E-mail de Caminha, uma releitura da carta de Pero Vaz de Caminha à Coroa Portuguesa em ocasião do "descobrimento" do Brasil.

O endereço:

Rua Carangola, 288 - Térreo - Santo Antônio - Belo Horizonte - MG

Ônibus: 9103, 5102, 8108 (esquina da Carangola com a Contorno)

Contato: bpij.fmc@pbh.gov.br (31) 3277-8658

Confirme sua presença no evento pelo Facebook: https://www.facebook.com/events/931420243551025/?fref=ts

Confira um pouco mais sobre as obras a serem lançadas:






Todo mundo sabe que o escrivão Pero vaz de Caminha mandou uma carta ao Rei dom Manuel para contar sobre o achamento do Brasil, aliás da terra de Vera Cruz. A carta data de 1500, em Porto Seguro. O documento sobreviveu a tempestades e trovoadas, ficou guardado em Portugal durante séculos, até que alguém o encontrou e publicou. Pois bem, mas e se Caminha tivesse e-mail em 1500? Este livro propõe um exercicio divertido de imaginação e de reflexão sobre linguagens e mídias, transformada nos e-mails e nos tweets de Caminha, a carta ganha outra feição e dá muito pano pra manga.









Há muitos mistérios sobre um lago assombrado pela imagem de uma bela jovem. Quando Nerito, um corajoso aventureiro, passa a se envolver com este enigma, decide lançar-se em busca de respostas. Qual será o seu destino? Acompanhe Nerito nesta emocionante jornada.

quarta-feira, agosto 06, 2014

Portais: mundos imersos em mundos

Conheci o Ledinilson, autor de Portais, há uns bons dez anos. Na época, eu trabalhava como programador, assim como ele. Nenhum dos dois imaginava que tanto tempo depois, quando já não tínhamos mais contato, seríamos novamente companheiros de trabalho, só que agora no mundo das letras.
Foi assim que pude também ler Portais, uma trama fantástica com toques de ficção científica. No livro, quatro amigos que estudam na Faculdade de Engenharia da UFOP se veem subitamente envolvidos em uma trama internacional, ao descobrirem que suas linhagens estão ligadas a poderosos clãs destinados a guardar as chaves dos portais: artefatos que podem criar aberturas no espaço-tempo, levando a dimensões onde não apenas a física é diferente, mas onde as ideias chegam a ter forma. Através desses portais seria então possível ter contato com qualquer objeto que tenha sido alguma vez concebido. 
Dessa forma, Miguel, Gabriel, Rafael e Mikaela se lançam em uma corrida pela sobrevivência não apenas deles, mas de toda a humanidade.
Repleto de cenas de ação e com boas doses de romance e humor, Portais é uma narrativa que garante bons momentos de diversão.


Ficha técnica
Edição: 2
Editora: Dracaena
ISBN: 9788564469846
Ano: 2012
Páginas: 332

sexta-feira, agosto 01, 2014

Retórica

Trigo, sal e blues.
A noite se fecha sobre meus olhos.
As pontas dos edifícios tremulam.
Dou mais um trago de minha garrafa 
e as palavras descem queimando por minha garganta.
Embriagado estou,
contaminado,
cativo
de
mim

quarta-feira, julho 30, 2014

Engenharia Social

Fonte: http://www.freeimages.com/profile/edu

Da venda de enciclopédias tirava o seu sustento. Veio a internet e destruiu seu ganha-pão. Deu uma guinada: virou cabo eleitoral.

terça-feira, julho 29, 2014

Quando a sombra ficou no lugar

Noventa e três,
tempo de sonhos
Nascem mazelas no lugar
A poeira da rua unta nossos pés
enquanto o caminho, interrompido
corta pela metade qualquer desejo
Éramos muitos,
poucos olhavam
Era tudo quase fraterno
Veneno (Marco Antônio) fala digavar
Adão como toda a pasta de dente
Cuei acha a minha camisa folgada demais pra ele
Tobinha acerta uma pedra na nuca de Meio-quilo
E o Manchinha, sempre tão afobado
queria apenas uma namorada
Éramos muitos
poucos os sonhos
"Não é permitido"
sussurravam as pedras
A cada dobra de esquina