sexta-feira, maio 23, 2014

Visualizações

Bem, pessoal, chegamos a 30 mil visualizações! Puxa, nem acredito! São oito anos desde o primeiro post. Este espaço foi remodelado inúmeras vezes durante essa travessia. Como uma espécie de marco, compartilho com vocês este vídeo em que eu apresento um canal para a divulgação literária.



Além deste vídeo, há outros no canal, algumas experimentações que fiz nos últimos meses. Nada muito pretensioso. Afinal, meu objetivo continua sendo o universo da palavra escrita.

segunda-feira, maio 19, 2014

O Medalhão e a Adaga viajando por Belo Horizonte



Não posso negar que aqui seja a minha casa. Apesar de não ter nascido aqui, foi nesta cidade, Belo Horizonte, que tive a maior parte de minha história. Minhas principais conquistas literárias foram celebradas na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH, onde trabalho.

Assim, depois de começar a campanha Leitores Inquietos e o projeto Livro Viajante (1910), decidi começar um novo projeto, que já está a todo vapor. É um tour literário, mas local. Ao invés de fazer a obra passear por várias cidades, o objetivo é fazer O Medalhão e a Adaga passear por Belo Horizonte, nas mãos de blogueiros literários.

Ao final do projeto, os participantes votarão uma biblioteca pública que receberá o exemplar utilizado. Será uma forma de divulgar todos os blogs que participaram, pois cada um deverá informar o link do seu blog na folha de rosto do livro.

O exemplar já foi entregue à primeira pessoa da lista, a Alessandra, do blog leiturasdalele.blogspot.com.br. Há outros blogs inscritos, mas quem quiser participar, ainda tem jeito! Basta preencher o formulário aqui. As inscrições deverão ainda ser aprovadas.

Por fim, lembro que este projeto em especial vale apenas para blogueiros que morem ou trabalhem em Belo Horizonte e desejo a todos os participantes uma ótima leitura!

quarta-feira, maio 14, 2014

Para além



Um dia, vou levantar cedo, colocar três mudas de roupa na mochila, quatro cadernos em branco, três canetas. Não levarei carteira. No bolso, apenas a identidade. Vou trancar o apartamento e deixar a chave com o vizinho. Sem desconfianças ou receios. Terei comigo um boné, uma garrafa de água e um tubo de filtro solar. O calçado será forte, assim como o jeans que eu estiver usando. Deverá ser um dia de calor numa época quente, talvez dezembro, mês onde anoitecem as coisas. Não levarei um livro sequer. Nem celular. Estarei completamente fora de área. Sei que o primeiro passo será talvez o mais difícil, mas também o fundamental, libertador. E ao chegar até a calçada, caminharei para além daquele ponto longínquo, daquela montanha sonhada. Caminharei para além dos limites de meu desejo.

sábado, maio 10, 2014

Mulher e Mãe

Ela era mulher. Era mãe. Brasileira, na casa dos 30, uma pessoa ainda jovem. 
Ela era mulher, era mãe.
Bastou duas imagens e um punhado de palavras para que sua vida fosse selada. Cada imagem transformada em dez mil, vinte mil, cinquenta... Suposto rosto, morte certa.
Ela não era Maria da Penha, mas era mulher, era mãe. Sua imagem foi exposta, tornou-se ícone da violência. Foi vítima. Seu corpo foi exibido em imagens pesadas, terríveis, usadas para saciar a curiosidade mórbida de muitos. Sua tentativa final de ter voz foi gravada, seu rosto ferido, mutilado, cresceu na tela, mas sua voz era tão mínima que quase não podia ser ouvida. E mais uma vez, uma mulher morreu.
Não foi uma menina queimada em um ônibus, ou uma cabeleireira morta pelo companheiro. Não foi a amante de um jogador ou uma atriz em ascensão, ou a garotinha sequestrada. Foi uma mulher que como tantas outras corre o risco de se tornar um mero número de estatística.
Ela era mulher, era mãe.
Até quando vamos deixar que esse sistema perverso continue matando, mutilando e calando nossas mulheres? Até quando continuaremos propagando o machismo, o falocentrismo, a violência contra as minorias? Até quando vamos continuar perpetuando nossa covardia, nosso silêncio, nossa cumplicidade? Até quando vamos deixar que pessoas continuem a ser transformadas em números?
Ela era mulher, era mãe. Sim, ela era uma que, como tantas outras, foi imolada, vítima da estupidez do HOMEM.

Texto originalmente publicado no Facebook.

terça-feira, maio 06, 2014

Percursos da escritura

Ainda em sintonia com o post anterior, resolvi relatar aqui meus atuais percalços como escritor aprendiz. Sim, aprendiz, pois ainda que eu acredite que esta palavra seja tácita ao ofício de escrever, por vezes é bom deixá-la clara e expressa. 
Sou um aprendiz.
Hoje tive uma experiência muito valiosa. Pela primeira vez enviei meu livro pelo correio para pessoas que o compraram à distância. Foi mais simples do que imaginei. Os depósitos foram feitos, eu segui para a agência dos Correios durante o horário do almoço com quatro exemplares envolvidos em plástico bolha e devidamente autografados. 
Estava tão eufórico que fiquei puxando conversa com o atendente da agência, comentando sobre os infortúnios de se escritor em um país como o nosso e mencionando as pequenas alegrias que trazem grandes recompensas. 
Um dos exemplares foi enviado ao meu amigo escritor Maurício Kanno, numa iniciativa de trocar exemplares com autores amigos. Confesso que fiquei muito feliz com a resposta do Maurício, quando propus o escambo. Seu romance, A Menina que Ouvia Demais, foi lançado pela Editora Multifoco, o que significa que nossos livros são colegas de editora. 
Agora, tenho buscado retornar ao meu exercício contínuo de escrita. Antigamente este blog era o principal vetor deste exercício. Contudo, a minha visão mudou um pouco. Constatei que minha escrita precisa de aprimoramento e por isso decidi escrever mais, embora não necessariamente para publicação.
Quem acompanha este espaço há mais tempo pode comprovar que eu atualizava diligentemente com pelo menos três atualizações mensais. Ao publicar o meu primeiro romance, porém, as coisas mudaram. Precisei me concentrar na divulgação do meu livro e infelizmente este blog ficou em segundo plano.
Agora estou de volta, com um foco voltado mais para a reflexão sobre o processo de escrita, bem como sobre meus planos para o futuro. Bem, é isto.

domingo, maio 04, 2014

Aprendendo com os tombos e voltando a escrever...

Bem, pessoal, sei que tenho negligenciado um pouco este espaço. Ainda que não seja o único motivo, a divulgação do meu livro O Medalhão e a Adaga tem tomado praticamente todo o tempo livre. Além disso, tenho relacionamentos a cultivar, com a namorada, com os amigos e a família. Infelizmente, escrever acaba sendo uma atividade relegada a segundo plano.
Contudo, quero que fique bem claro que a escrita continua sendo minha grande paixão e um objetivo que persigo continuamente. Assim, embora eu não atualize este espaço com a frequência que desejo, continuo exercitando minha escrita de outras maneiras. Inclusive na divulgação do livro. Além disso, tenho trabalhado em outro projeto literário. Trata-se de um livro infanto-juvenil que está em fase de revisão. Busquei falar pouco desse projeto para não acumular expectativas, tanto em mim quanto nos leitores. Dessa forma, quando a publicação tiver data certa, terei o prazer de divulgar aos quatro ventos.
Mesmo que eu tenha buscado exercer a escrita, algo me incomoda há tempos. Quando li a resenha que a Fernanda Reis fez do meu livro, constatei que ela começava o texto comentando um pouco sobre uma narrativa que tenho aqui no blog, O Viajante Cinzento. Senti um pouco de culpa por ter abandonado a história, principalmente quando esta caminhava para o seu desfecho. 
Abandonei O Viajante Cinzento porque, levando-se em consideração de que o enredo já se encontra na segunda parte do capítulo 9, não há sequer um comentário na última postagem, datada de 30 de setembro de 2013. Ninguém lamentou a descontinuidade ou cobrou por uma atualização. Houve apenas silêncio.
Além disso, tenho encarado altos e baixos na divulgação de O Medalhão e a Adaga. O último tombo foi ontem, dia 3 de maio de 2014, quando procurei realizar uma sessão relâmpago de autógrafos. Essa atividade é iniciativa da campanha Leitores Inquietos. Permaneci durante uma hora na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, com exemplares para vender. Cada comprador ganharia também um DVD com episódios de animes. Além disso, a primeira pessoa que se aproximasse e dissesse bem alto "sou um leitor inquieto" ganharia na hora um exemplar do livro Mentes Inquietas, da Editora Andross. Fiquei entre 14h e 15h aguardando algum interessado, mas não houve sequer um leitor. 
Esse "tombo" me fez ponderar. De fato eu amo escrever, vivo da escrita. Digo isso em um aspecto mais figurado, pois embora eu viva da literatura, não é a minha literatura que me sustenta financeiramente, mas a dos outros, dos autores consagrados em editoras, bibliotecas e universidades. Quando afirmo que vivo da escrita, é porque não há como continuar vivendo sem poder escrever.
Essa necessidade tem um outro lado. Eu escrevo para mim, mas também para o outro. Ser lido também me alimenta espiritualmente. 
Por isso, decidi aplicar meu compromisso com a escrita também na continuidade do projeto O Viajante Cinzento. Vou retomar o enredo desta narrativa para concluí-la. Porém, resolvi criar algumas condições para esse projeto. Trata-se de um exercício pleno de escrita, um laboratório de ficção. Então, seu principal motor serão os leitores. Quero estimular os leitores a estimularem minha escrita. E esse estímulo funcionará com pequenas condições que irão surgindo a cada nova postagem. A primeira condição que deixo aqui é a de que para dar continuidade na narrativa, o post A Cidadela - Parte II de IV deverá ter ao menos um comentário novo. Somente assim continuarei contando as peripécias de Seridath e seus amigos.
Sei que essa decisão parece um pouco radical. Ela, porém, traduz todo esse desejo de que as histórias servem para ser contadas e um contador de histórias só existe se tiver ouvintes.
Conto portanto com a ajuda dos leitores do blog para dar continuidade a esse projeto pelo qual tenho tanta estima.