terça-feira, setembro 03, 2019

Poemicídio

Assassinaram todos os meus poeminhas
Mas não fui eu, juro!
Foi aquele poema de uma perna só
Não podia ter filhos
por isso
tornou-se amargo
e minha vida quis amargar.
Não o culpo de nada,
nem me arrependo.
Haverá outros sóis a pintar
E depois massacrá-los sadicamente.

Nenhum comentário: