domingo, agosto 09, 2026

BEDA e Prosa Poética de 07 de julho de 2026

Bem, pessoal. Antes de começar com o registro seguinte da Oficina de Prosa Poética, tenho que contar uma coisa que achei bem legal. O meu amigo Liel (https://diverile.substack.com) me mandou uma mensagem por zap me contando sobre o BEDA (Blog Every Day in August) e compartilhou comigo um link do Entre Blogs (https://entreblogs.com.br/beda/2026/recrutamento). Fiquei super animado ao ver que a iniciativa usa a gamificação estilo RPG de fantasia medieval para engajar os participantes. Cheguei atrasado, eu sei. Por isso, escolhi a trilha de patrulheiro, no lugar de Herói. Quem tiver dúvidas quanto ao que eu estou querendo dizer, pode clicar no link acima e conferir. 

A verdade é que, apesar de ter escolhido uma trilha de postagem semanal, vou tentar cumprir o desafio de escrever e postar todos os dias. Bem, nem sempre vou postar o que escrevi. Por exemplo, vou tentar manter uma distância um pouco maior entre as postagens do resultado da Prosa Poética. 


Meu nome de aventureiro é “Nerito”. 


Elaborei a seguinte descrição: 

Nerito é o protagonista de uma história de amor e fantasia. É também o antigo apelido de um escritor, nos seus tempos de aprendiz, quando a blogosfera ainda era a principal forma online de compartilhamento de textos. Depois que o Nerito (personagem) nasceu, o Nerito (apelido) deixou de existir. Porém, a chamada à aventura despertou no escritor e blogueiro veterano o retorno a seus tempos de aprendiz. Assim, ele veste a velha capa de patrulha, as botas já surradas e segue seu percurso.


Um último detalhe: Estou escrevendo este relato ao som de LEveL, de SawanoHiroyuki (https://open.spotify.com/track/0Zp9WOkXX8xZS8QOhtdQ5k?si=GYbJWC6tRTeOraJL31Qvng&utm_source=copy-link&sci=spotify%3Acard-config%3A2T7QBMrePssaaa9OIbNfr3)


Prosa Poética


Objeto Provocador: Dado de cor de gema de ovo. Os números são bolinhas brancas. 



Frutos do Acaso


Se eu disser: “A sorte está lançada”, isso não vai significar coisa alguma. No fim, sabemos quais forças regem o acaso, ignoramos o nível de complexidade da confluência de fatores ditando os resultados de cada instante. 

Por isso, pensamos na sorte. Será, porém, que nos falta informação? Talvez não seja essa a palavra. Bem, nos falta mesmo informação. Imagine que cada coisa tem uma linha invisível conduzindo sua existência. Uma rocha, por exemplo. Descendo uma montanha. Ignoramos os acontecimentos que provocaram seu movimento. Em termos absolutos, podemos pensar em massa, gravidade, inércia, ação e reação. Podemos, então, especular que o acaso nada tem a ver com isso. Se essa rocha termina seu trajeto montanha abaixo esmagando uma casa lotada de criancinhas, será que nossa afirmação de que isso se trata de uma fatalidade está correta? Fatalidade ou ignorância?

Talvez seja impossível, em termos humanos, prever fatalidades. Somos fascinados com a aleatoriedade e talvez ela realmente exista no mundo. Só que podemos nos perguntar se a maioria dos fenômenos que atribuímos ao acaso podem realmente ser colocados na conta do mesmo. Talvez, esse equívoco seja apenas fruto de insuportável limitação humana.

Enquanto isso, deixemos os deuses se divertirem, jogando dados para os mortais dançarem.


Agravo


deus meu deus meu

por que me abandonastes?

Sabias que era só birra 

Sabias que eu só queria 

uma prova do vosso amor. 


Quando vos virei as costas 

foi como quem faz manha 

charminho de pecador. 


Esperei que vos voltareis 

que me buscásseis 

com braços cálidos 

e gesto acolhedor. 


Não esperei o silêncio 

o muro e o vazio 

repito: sou pecador 


Mas queria um mero afago 

deus meu, só um agrado 

Nem que fosse um desagravo 


Cheguei a desejar chicote 

a palmada da mão divina 

do cajado o firme toque 

em minha testa, minha sina. 


Porém, nada recebi 

nem quando retornei. 

deus meu, o que encontrei 

quero esquecer que vi. 


Trono vazio 

altar profanado. 

Além da tempestade 

do olho do furacão 

pensei que vos acharia


Mas nem feitiçaria 

ou oração surtiram 

qualquer efeito 

deus meu, não tem mais jeito 

Pois além do véu 

nada havia 

Só o vazio e 

melancolia. 


Prosa Poética da Tarde 


Trava


Tem dia que a gente trava. Tenta e tenta, mas a caixola continua vazia. Um muro de esquecimento. Palavra alguma vem à mente. A gente se sente meio incompetente, meio estúpido, um total fracasso. 

Isso é o acaso jogando dados com a nossa vida. Rindo de nossa dificuldade. Eta muro brabo de pular! Ainda assim, a gente tenta. Junta uma palavra com outra. Pensa em associações. Cata um dicionário e pesca palavras aleatórias. Quem sabe assim o texto engrena? 

É um sufoco. A sensação de impotência deixa a coisa ainda mais difícil. Aridez. E a gente querendo algo novo pra publicar. Uma história curiosa. Uma crônica espirituosa. Um poema sensível. E nada. 

No fim, o resultado é uma série de frases meio picaretas. A gente rabiscou cinco páginas no caderninho com frases que nos custaram papel, tinta e tempo. 

E, agora, só o fogo.


Dado 


Um deus de muitas faces 

Seis, para ser exato. 

Ou seis milhões, 

impossível mensurar. 

Escondido dele, 

eu espero 

qual das faces 

irá me lograr. 

Ele escarnece 

de meu medo. 

A face mais benevolente 

é aquela 

que ele nunca 

revelou. 

Está guardada 

aos eleitos. 

Para aqueles 

como eu 

Apenas olhos 

ávidos 

urgentes 

infinitamente 

distantes. 

O deus de muitas faces 

aguarda. 

Já definiu o meu 

Destino. 

Agora 

está 

Sedento 

para que ele se 

cumpra. 

Fogo 

Sangue 

Agonia sobre agonia. 

Não se pode esperar 

Amor 

de qualquer divindade. 

Principalmente 

daquelas 

que 

mostrando suas 

Faces 

revelam 

Apenas 

Nú 

meros. 


A boca da fome 


No umbigo 

do Universo 

o abismo aguarda. 

Silencioso 

e voraz 

deseja as almas 

de todos os seres. 

Vai demorar muito 

até que consiga 

consumir a 

última 

existência 

Sua boca 

faminta 

se projeta 

e toca 

uma a uma. 

O abismo agora 

faz parte 

de mim 

e de 

Você. 

Por isso tanta 

Fome. 

Enquanto o Universo 

caminha rumo ao 

Zero 

Absoluto 

o abismo 

come 

e quer mais. 

Cada vez mais 

Voraz. 

Quando por fim 

a Terceira Lei 

se cumprir 

a Boca do Abismo 

será do tamanho 

exato 

de Tudo.

 

sábado, agosto 01, 2026

Prosa Poética de 30 de junho de 2026

Objeto provocador



Epílogo


Então aconteceu o inevitável: o ser humano alcançou os limites do Universo. Ultrapassou a Via Láctea. Em seguida, cruzou todas as galáxias no caminho. Incontáveis anos-luz foram finalmente contados, pois a distância foi vencida.

No Planeta-Mãe, que havia eras deixara de se chamar “Terra”, trilhões de pessoas aguardavam a transmissão do momento em que o Fim do Universo seria alcançado. Não havia pessoa humana que não tivesse os olhos colados em seu transmissor virtual. “Olhos” é forma de expressão, uma vez que, com os implantes cibernéticos, as telas surgiam dentro da mente do espectador, em seu campo de visão. Já aqueles que haviam contratado a cobertura premium poderiam curtir uma simulação em tempo real, como se fossem parte da corajosa tripulação. Ou poderiam ser um corpo celeste próximo do evento, ou até mesmo o próprio módulo espacial.

As colônias humanas, tão numerosas quanto os corpos celestes, tamém acompanhavam o resultado da expedição. Ninguém falava de outra coisa. O limite final havia sido por fim alcançado. O módulo, ironicamente batizado de “Babel”, iria concluir um mito antigo, unindo os seres humanos em um só coração, uma só alma, uma só mente. 

Então, o módulo enfim chegou. Era ali, o limite. O final. A fronteira. Era lisa. Impenetrável. Invisível. O veículo espacial só não colidiu e foi estraçalhado porque os sensores captaram a misteriosa energia da barreira a tempo.

O ultra computador de bordo analisou a composição da barreira. Constatou ser ela feita de uma partícula nunca antes identificada. Prosseguiu a análise e buscou projetar o formato da barreira, que de fato não era reta, mas curva. Apesar das dimensões astronômicas, foi possível ao ultra computador valer-se da capacidade de processamento via léptons, compartilhada por outros computadores espalhados pelas colônias e também no Planeta-Mãe.

Ao fim de uma década, foi possível concluir os cálculos necessários e criar um modelo da barreira. Era côncava. Para dentro. E propagava-se por todo o Universo, até fechar-se em si mesma, encerrando toda a matéria.

O Governo Universal tentou ocultar a verdade, mas já era tarde. A hiperconectividade impediu o abafamento e logo os remanescentes da Mídia Livre alardeavam a Manchete, dando ao Universo a alcunha de Mônada. 

As tentativas de romper a barreira foram várias. Um modelo teórico apresentou a hipótese de que a energia necessária para realizar um furo de meio centímetro na barreira seria equivalente àquela usada para manter unida toda a massa presente no Universo. Para romper a barreira, seria necessário detonar em fissão nuclear todos os átomos presentes em seu interior. 

Esse foi o princípio do fim. Bastou saber-se aprisionado, o ser humano sucumbiu. A claustrofobia espalhou-se qual epidemia. Mundos inteiros detonaram suas ogivas, pulverizando-se. Guerras sobre guerras coroaram a angustiante insânia. A Vida em todo o Universo acabou. 

Do lado de fora da Mônada, A esfera que ela de fato era repousava em uma estrutura, junto com muitas outras. Esta estrutura de dimensões impossíveis girava, movida por uma alavanca. E os Eternos aguardavam qual esfera seria por fim tirada no sorteio. 


Perfeita 


A Face lisa 

e fria 

Ovo 

Núcleo 

Fato 

Fausto 

É impossível 

haver Vida 

nela. 

Apenas promessa. 

Ao abandonar 

enfim 

a perfeição 

Será quando 

poderá 

de uma vez por 

todas 

Viver. 


Prosa Poética da Tarde 


Lampejo 


Superfícies oníricas 

evocam reflexos 

diáfanos. 

Aturdido estou. 

Ofuscado. 

A luz era muita 

refratada 

em múltiplas faces 

prismáticas. 

Mundos inteiros 

surgiram assim. 

Depois, deixaram 

de existir. 

Eu apenas continuei:

Desejo.


Fato


Aquela colina 

já abrigou um Castelo.

Nuvens passaram 

ventos 

chuvas. 

Hoje nada resta 

do que um dia 

foi 

agremiação de pedras 

a acolher 

amores e 

intrigas. 

O Senhor Castelão 

possuía 

dois olhos de vidro. 

“Para ver longe”, dizia. 

Espiava o futuro 

distante 

e via apenas pradaria. 

Não compreendia. 

Foi incapaz de enxergar 

a própria 

Ruína. 


Ode


Faltam vinte minutos 

para o Fim do Mundo. 

Num canto escuro, 

as crianças se encolhem. 

Abraçam os joelhos e 

tremem. 

A cozinha está 

só poeira. 

As janelas 

exibem vidros 

quebrados. 

Mãos pequenas 

se cortaram 

nos cacos. 

O tempo 

mordeu os anos. 

Rasgou pele 

moeu ossos. 

Ninguém 

foi capaz 

de impedir. 

Apenas um único 

observador 

Testemunhou 

E, resignado, 

compôs uma ode. 


Lamentação 


Aquela 

era a casa 

mais sozinha 

do mundo. 

Num mundo 

mais sozinho 

que todos 

os outros 

do universo. 

Por mais 

estrelado 

que seja o 

céu 

cada estrela 

vaga solitária no 

Vazio. 

Triste. 

Lúgubre. 

Melancólico. 

É o olhar 

de quem escreveu 

este poema. 


Traste


Começar de um jeito 

e terminar de outro 

é algo demasiadamente 

humano. 

Ainda assim, 

tremo. 

O desprezo 

que sinto 

diante do espelho 

embrulha meu 

estômago 

Faz a bile dançar 

em meu 

esôfago. 

Preciso de afago. 

Mas nada espero. 

Um cão vadio 

vale mais. 

Ainda que seja 

hidrófobo. 

Sabe aquele cuspe 

que em breve 

vai secar? 

Pois é 

Sou eu. 


Alerta 


Depois deste poema 

o mundo terá acabado. 

O último deverá 

apagar a luz 

fechar a porta 

e desaparecer 

para sempre. 

Deus acordou 

do sonho que chamou 

“humanidade” 

e convenceu-se 

de que era 

pesadelo. 

Em vingança, 

quis existir 

no coração dos homens 

para aí fazer habitar 

o horror e o pesadelo. 

Foi assim que nasceu 

o Mal. 

Esse mesmo que vai 

devorar a carcaça do 

Mundo 

Agora 

que ele acabou.

segunda-feira, julho 06, 2026

Blog e Substack - Intenções e Devaneios

 Ideias, ideias, ideias...


Faz muito tempo que não escrevo por aqui. A intenção seguia firme. Porém, havia outras intenções ligadas a este espaço. Ideias, ideias, ideias. E nenhuma posta em prática. Com isso, segui mantendo este lugar no limbo. 

Um dos impedimentos para publicação é que eu tenho tentado manter uma prática recorrente em ler e comentar textos de perfis que assino. É uma ética pessoal, sabe? Ler antes de querer ser lido. Porém, acabo não conseguindo fazer isso com tanta regularidade e então acabo adiando ainda mais o momento em que publicarei – e consequentemente criarei expectativas de ser lido e comentado. 

Isso causa um enorme problema, eu sei. Minha intenção primordial sempre foi escrever – e ser lido. Porém, se eu não publico, isso nunca irá acontecer.

Escrevo com certa regularidade. Acontece que pouco disso está pronto para ir à luz. Assim como este texto, que deveria ter passado por releituras e reescritas. Eu tenho tanta ansiedade publicatória que acabo postando textos ainda crus, verdes. O mesmo acontece nas minhas publicações de papel. 

Muitos dos livros que publiquei acabaram me trazendo um pouco de amargor ao final. A sensação de que queimei a largada, de que desperdicei boas ideias em textos não muito bem finalizados. Ou seja, que executei mal as ideias que tive. Essa sensação me persegue há anos. 

No fim, decidi conviver com isso. O que sinto não vai desaparecer depois que eu ler e revisar o mesmo texto trezentas vezes. Ou talvez desapareça. Eu nunca cheguei a 300 leituras de um mesmo texto para provar esse argumento.

Enfim, o que eu quero com este texto é algo simples: estabelecer algumas intenções para este espaço. Vou ser sincero: Eu tenho um blog (para quem está me lendo no Substack) e um Substack (para quem me lê no blog). Não quero fazer textos diferentes para os dois ambientes. Desejo que eles compartilhem os mesmos espaços. Quando criei o perfil no Substack, a intenção era ser lido sem abandonar o blog e os textos lá presentes. Com isso, a princípio desejo fazer duas coisas:

  1. Publicar no Substack os textos que tenho no blog – talvez não todos, mas os que considero os melhores;
  2. Sincronizar as novas publicações para que saiam nas duas plataformas.

E agora vem a bomba: no final, eu não vou fazer nenhuma dessas duas coisas por agora. Esse é o momento que eu digo: “Ahá! Enganei vocês!” 

E por que eu estou afirmando isso? Porque na verdade esse preâmbulo todo foi só pra o quanto eu costumo devanear. E dizer que tem outros textos que desejo postar aqui. Há tempos participo de uma oficina permanente de escrita e tenho pensado em publicar o resultado nos meus dois espaços. Já falei dessa oficina neste post: (https://www.oguardiaodehistorias.com.br/2018/02/prosa-poetica-o-momento-para-afiar-o.html). Em linhas gerais, a cada encontro, somos convidados a escrever a partir de um “objeto provocador”, que em muitos momentos pode ser de fato um objeto físico, mas eventualmente acabamos sendo “provocados” por músicas, poemas, obras de artes visuais, dentre outras. 

Como é possível perceber a partir da metodologia dessa oficina, os resultados costumam ser caóticos e aleatórios. Com isso, não dá para me ater a padrões textuais, no sentido de ter a intenção de postar semanalmente algum gênero específico. 

O que eu quero concluir aqui é que, de agora em diante, buscarei publicar semanalmente os resultados da oficina, sem no entanto perder de vista a retomada das publicações sistemáticas. Futuramente, pretendo voltar a escrever e publicar resenhas, relatos, poemas e contos. Quando eu ainda não sei determinar.

Bem, é isso. Em breve, talvez na próxima quarta, vou publicar aqui a foto do objeto provocador do último encontro e os textos produzidos. Não pretendo fazer a reescrita do texto, apenas a revisão ortográfica e alguma leve alteração. A intenção maior é focar no processo criativo, mas também com alguma valorização do resultado.

Espero que vocês gostem e que assim eu consiga retomar uma certa regularidade na criação e difusão do que escrevo.

Até mais!

quarta-feira, março 18, 2026

A poesia e as histórias - encontros fortuitos e potentes


No dia 20 de março, é comemorado o Dia do Contador de Histórias. Para quem não sabe, além de escritor, também tenho um percurso pela senda da narração oral. Já fiz apresentações de forma mais regular, mas continuo atuando nesse campo, como mediador, uma vez que um dos eixos da Biblioteca onde trabalho é justamente a valorização da oralidade. 

Fui agraciado pelo convite da ELENA – Escola Livre de Estudos da Narração Artística – criada pelo Instituto Cultural Abra Palavra, para estar com a Nívea Sabino e o Rogério Coelho numa conversa sobre as aproximações que a narração artística realiza com o universo dos saraus e slams. Sou grande admirador da Nívea, como poeta e também pessoa. De uma doçura que não deixa de lado a contundência – quando necessária. 

Rogério Coelho é um poeta e agitador cultural que também admiro demais. Grande articulador do ColetiVoz, é um cara que busca espalhar a palavra da Poesia aos quatro ventos e também para todas as idades. 

Estaremos no dia 21 de março, sábado, na Livraria do Belas, para esse encontro que certamente será inesquecível para mim. 

Segue abaixo o serviço:

Convergências entre Sarau, SLAM e Narração Artística

Com Nívea Sabino e Samuel Medina. Mediação de Rogério Coelho. 

Dia 21 de março, sábado, às 20h

Local: Livraria do Belas Artes (Rua Gonçalves Dias, 1581, Lourdes – BH/MG)



sexta-feira, março 06, 2026

Fim da campanha e eventos literários


Sábado passado, dia 28 de fevereiro, foi o último dia da campanha de pré-venda do meu livro Convergência. Alcançamos R$ 3.793, 00 e a página informa 47 apoiadores. 

Considero esses números uma vitória. 47 leitores! Sim, tenho 12 anos desde a primeira publicação. O sonho era ter milhares de leitores a essa altura. Bem, o fato é que "Convergência" é um sonho antigo, um dos meus projetos literários primordiais. Publicar esse livro é uma realização e ao mesmo tempo um retorno às origens. 

Eu quero agradecer profundamente às pessoas que tiveram a generosidade de apoiar este projeto. Algumas não tiveram condição de adquirir o exemplar físico e, ainda assim, apoiaram. Minha gratidão é enorme!

Sábado também foi dia do Festival Sempre Um Papo. Nele, encontrei pessoas amigas e vendi alguns exemplares. Fiz novas amizades. Também comprei alguns livros, com direito a autógrafos. Foi bem legal.

Já o domingo foi o dia da Vívian, minha namorada, que brilhou no lançamento do seu livro, Versos Roubados. Tive a honra de participar de um bate-papo com a autora, que compartilhou conosco seu processo criativo, os bastidores de sua escrita, sua intencionalidade e vivência. Tivemos também os versos na voz da autora, o que acho lindo. 

A amiga Norma de Souza Lopes fez uma participação, refletindo sobre o livro com muita profundidade. Outras pessoas ficaram animadas para ler as poesias da Vívian. 


Quem quiser adquirir o livro Versos Roubados, basta acessar a loja da Editora Polifonia, ou entrar em contato diretamente com a autora, Vívian Marchezini, no perfil profissional que ela tem no Instagram.

O domingo terminou com um encontro com a amiga escritora Jadna Alana, vencedora do Prêmio Kindle de Literatura 2026, com seu livro Barquinho de papel.

Abaixo, deixo alguns também registros do Festival Sempre Um Papo.











Finalizo com a lista de pessoas que apoiaram meu sonho:

Vívian Marchezini ❤️

Marison Eustáquio Lacerda Parreiras

Arnaldo dos Santos

Vandernailen Medina

João Emílio Medina R. Lages

Pâmela Bastos Machado

Bianca Pontes

Emanoel Ferreira

Jadna Alana 

Érica Lima 

Guilherme Soares

Thaís Campolina 

Mírian Freitas

Audrey Cristiane Macedo Rocha

Patrícia Renó

Isabella Albuquerque

Felipe Diógenes

Arthur Medina 

Vânia Bonadio 

Gau Laet

Maria do Carmo Rocha (Cacá)

Fernando Junio Santos Silva

Pri Varella

Liel Mangaraviti

Rodrigo de Freitas Teixeira

Aline Cântia 

Vitor Américo

Val Armanelli

Alycia Moreira 

Evelyn Medina (Tia Beve)

Fabiano da Mata

Monique de Magalhães

Gislayne Matos

Marcos Coelho Bissoli

Norma De Souza Lopes

Manu Patente

Paul Berssey

Lilia Martins 

Servos Cardoso

Áurea L. Leite

Margareth Cordeiro Santana

Marli Mariani

Rosi Amaral

Andrea Paula Leal e Silva

Soraia Magalhães

Juliana Daher

Maria Célia Nunes

Daniela Costa de Queiroz

Brenda Linda Medina Lages

Marly com y

Silvia Maria Lacerda Cançado

Wander Ferreira

Katia Edilene Ferreira

Fabíola Ribeiro Farias

A vocês meu muito obrigado! 

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Fim da campanha de pré-venda, Festival Sempre Um Papo e um convite especial


No dia 28 de fevereiro deste ano, daqui a 3 dias, a campanha de pré-venda do meu livro Convergência chegará ao fim. Foi uma jornada cheia de altos e baixos emocionais para mim. Tive apoios de muita gente. A maioria foi de amigos e pessoas queridas. É uma felicidade isso. Além de ter batido a meta mínima necessária para a viabilização do projeto, consegui alcançar as metas 2 e 3. Para um escritor como eu, pequeno e de pouca visibilidade, é um resultado além de satisfatório. 

Ainda é possível, porém, fazer seu apoio e garantir seu exemplar autografado. A campanha pode ser acessada através do link: https://benfeitoria.com/projeto/convergencia.

Nesse mesmo dia, vou participar de um evento bem legal aqui na minha cidade. Será o Festival Sempre Um Papo. Ele será um enorme encontro de escritores e livros e vai acontecer na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21 – Centro. BH/MG). Então, se você quiser conhecer meu trabalho, bater um papo e, quem sabe comprar um livro, estarei lá de 19h às 20h.


Fechando o final de semana e dando início a uma nova, quero fazer um convite especial. Mina namorada, Vívian Marchezini, vai lançar seu livro Versos Roubados no café Tons de Verde. A gente se aproximou pela poesia e por isso estar nesse lançamento com ela é algo muito significativo para mim.  Foi a partir do poema "Feliciteza" que me encantei pela escrita da Vívian e, posteriormente, pela pessoa que ela é. Uma poeta poderosa, que alia a suavidade da flor com a potência das raízes e troncos para criar uma poesia que é cálida e, ao mesmo tempo, contundente. 

Fica então o convite para a gente papear e ler poesia! Além de boa companhia e, é claro, um delicioso café! 

Lançamento do livro Versos Roubados, de Vívian Marchezini 

Data: 01 de março de 2026, domingo

Hora: 15h às 18h

Local: Tons de Verde Café (R. Mario Mendes Campos, 65 – Castelo. BH/MG)




segunda-feira, janeiro 19, 2026

Convergência - A campanha de Pré-venda já está no Ar!

 


Quem acompanha meu trabalho já sabe que assinei um contrato com a editora TAUP - Toma Aí Um Poema, para a publicação do livro de contos Convegência. Pois chegou a hora da verdade: A campanha de pré-venda do livro foi lançada, na modalidade de financiamento coletivo. O desafio agora é trazer pessoas para colaborarem e transformarem esse grande sonho em realidade. 

Vou compartilhar aqui algumas informações que estão na página da campanha, para vocês terem uma ideia do que o livro Convergência trata:



Convergência é uma seleção de contos que contemplam um período que vão desde a juventude até a meia-idade do autor. As narrativas presentes nessa coletânea passeiam do cotidiano trivial até o mágico e maravilhoso. São tramas diversas, algumas que se propõem bem-humoradas, enquanto outras carregam certo peso dramático. O autor revela em muitos desses trechos um certo desencanto com a mística hegemônica, buscando assim outras formas de espiritualização. 

Há também a exploração de um tom jovial, principalmente nos contos mais antigos, escritos durante a juventude do autor. A dramaticidade também está presente em alguns desses contos, criando assim uma oscilação entre o trágico, o humorístico e o dramático. Apesar disso, nenhum dos textos se propõe sério demais. São exercícios de devaneio e ficcionalização. Há o trabalho com a linguagem, mas o que se busca nessas narrativas é o sonho, a fabulação, a exploração hipotética.

Não é exagero dizer que Convergência luta com o tempo. Através desses contos, busca se tornar a arma do autor contra a arbitrariedade do mundo, da vida, do universo. A imposição da existência de um deus que tudo ordena, que estabelece uma lógica perversa de pecado e punição, torna-se alvo de desconstrução na malha ficcional proposta nessas narrativas.

Uma jovem aspirante a atriz que comparece a uma entrevista de emprego um tanto inusitada. Um rei ganancioso que se esforça para roubar uma poção milagrosa. Um rapaz que tem como objetivo criar o conto perfeito. A relação incomum entre uma pessoa e os pequenos bichos que a cercam. Os contos reunidos carregam uma certa ingenuidade criativa. Especulam sobre a vida, o universo e tudo o mais, se a imaginação humana fosse a essência do divino. Bem, talvez seja, talvez não.

Espero contar com vocês nesta mais recente jornada!

Para apoiar a campanha de financiamento coletivo, basta clicar no link: 
https://benfeitoria.com/projeto/convergencia

sexta-feira, dezembro 26, 2025

Minha história com a TAUP



Conheço a editora Toma Aí Um Poema (TAUP) há algum tempo. Logo que ela surgiu no meu radar, fiquei deslumbrado com as propostas visuais, a estilização do site e também as capas dos livros. Mas o que me encantou mesmo foi o diferencial na proposta de parcerias com pessoas autoras. 

A gente sabe que publicar livro não é fácil, mesmo hoje, em que as tiragens podem ser muito baixas, a impressão sob demanda é uma opção e ainda é possível recorrer ao suporte digital. Porém, o livro como objeto físico ainda é um fetiche, pra não dizer uma trincheira. 

As editoras são empresas e precisam se sustentar dentro de uma lógica de mercado, algo que muitas vezes não é compatível com o fazer artístico, muito menos com o perfil nada empreendedor da maioria de escritoras e escritores. E este é o meu caso. 

Portanto, ao buscar uma atuação mediante um viés mais social, contando inclusive com um fundo de apoio mútuo, a TAUP apresenta-se com um diferencial em relação a outras casas editoriais. Claro, não é estou falando de perfeição, mas de possibilidade de sonhar junto. 

Mas preciso contar a história toda. Recentemente, minha namorada, Vívian Marchezini, me avisou de um edital de publicação da TAUP. O recorte era poesia erótica. Vívian, que recentemente lançou seu magnífico "Versos roubados", deu a ideia da gente enviar um poema cada um. E fomos selecionados. Isso abriu o canal de conversa com a TAUP. Recentemente, recebi um e-mail da editora, perguntando se eu teria interesse de enviar um livro solo e apresentando os limites para o arquivo. Dei um duro para organizar uma antologia que conceitualemente já estava em minha cabeça há anos e enviei o "Convergência". A história desse título eu conto em outro momento.

Assim, recebi o retorno de que meu livro de contos havia sido selecionado. Até a assinatura do contrato, foi um pulo. Trocamos ideias, tirei dúvidas e fiquei satisfeito com a proposta de publicação. Claro, dá um frio na espinha, porque a gente precisa movimentar uma campanha de financiamento coletivo. Porém, a vida é repleta de desafios, não é mesmo?

Sinto-me genuinamente animado para as próximas etapas dessa jornada. Em breve, conto mais!

E pra quem quiser conhecer melhor a TAUP, basta entrar no perfil do Instagam e cliar nos links que estão na bio! 

terça-feira, dezembro 23, 2025

Sementes lançadas para 2026 - Contrato assinado com a editora TAUP!


O ano está no fim, marcando já o início de um novo percurso. Meu livro Convergência será publicado em breve! Assinei recentemente o contrato com a editora Toma Aí Um Poema – TAUP. Cada livro é uma realização especial. Por isso, compartilho com vocês esta alegria.

Convergência é uma coletânea de contos antigos e novos, que atravessam gêneros como a fantasia, a ficção científica (com um ar de paródia) e o cotidiano mais trivial. Publicar esses contos é um marco em minha trajetória, pois muitos desses contos fervilham em minha alma há anos. Ter uma casa para eles é uma alegria sem tamanho.

Quem conhece as obras de ficção que já publiquei poderá identificar alguns desses traços, pois terá em mãos contos que apresentam um autor em formação. Será possível também encontrar minhas mais importantes referências.

Espero que vocês possam me acompanhar nessa emocionante jornada!