sexta-feira, janeiro 23, 2015

Quero meu chapéu de volta: suspense e humor na dose certa!

O Urso está triste e mal-humorado. Ele perdeu seu chapéu e sem dúvida é capaz de tudo para encontrá-lo. 
Essa é a premissa do livro infantil Quero meu chapéu de volta, de Jon Klassen. Num texto composto apenas de diálogos e portanto muito dinâmico, o leitor é convidado a acompanhar a busca do sr. Urso por seu chapéu, enquanto ele interpela vários animais.
É fundamental destacar a personalidade no traço de Klassen. Num estilo elegante, através de formas simples mas expressivas, o artista confere a maior parte do livro cores suaves, o que dá um certo ar de seriedade à narrativa. E o uso das cores será fundamental em um momento crucial da narrativa, tornando o texto ainda mais dinâmico.
Também é curioso perceber como o traço de Klassen garante aos personagens grande expressividade. Por conta da narrativa composta por diálogos, há partes subentendidas, sugeridas, o que se constitui num jogo de luz e sombras geralmente muito apreciado pelas crianças durante a leitura. E isso torna o livro de Klassen genial ao incentivar a interatividade com o leitor numa obra aberta e muito divertida.
Certamente, Quero meu chapéu de volta será uma inesquecível aventura para todos os leitores, pequenos e grandes.

Fiz uma experiência estética filmando minha leitura do livro. Confira aqui: 




Ficha Técnica:
Autor: Jon Klassen
Ano: 2012
Páginas: 28
Editora: WMF Martins

Página do livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/227011ED253907

2 comentários:

Rodrigo disse...

Eu tenho percebido que os autores tem usado recursos de arte sequencial em alguns livros de literatura infantil. Saindo do modelo "uma ilustração+um bloco de texto", para uma cena mais completa onde o texto e a imagem compõem o todo narrativo. Isso acontece muito no "quero meu chapéu de volta", ou no "é um livro" e desde sempre a Eva Furnari é mestre nisso...

Nerito (Samuel Medina) disse...

De fato, Eva Furnari é uma grande artista. Aprecio muito os livros dela, principalmente porque ela gosta de desconstruir certos elementos considerados "imutáveis" nas histórias infantis. Um bom exemplo disso é o livro Zig-Zag...