quarta-feira, junho 13, 2012

Epopeia Paulistana - Parte I

Partimos de Belo Horizonte por volta de 17h. Uma senhora jovial, baixinha e rechonchuda, de tempos em tempos puxava papo ao meu lado. Paulistana empreendedora, ela havia começado uma loja de roupas na galeria do Edifício JK. Agora, retornava aos seus e estava louca de saudades. Eu ouvia os comentários dela com o máximo de atenção, aquiescendo de tempos em tempos, para mostrar que estava ouvindo. Ao meu lado, Ana havia tentado dormir um pouco, mas logo desistiu, passando a participar também da conversa que tinha ares de monólogo.
Descemos no Aeroporto de Guarulhos, num frio incomum a nós. A simpática senhora ofereceu carona até uma das estações de metrô. Descobrimos então que estaríamos ilhados, não fosse essa ajuda providencial. A senhora nos apresentou a seu simpático marido e ao filho de oito anos, também muito sorridente.
Fomos deixados em frente à estação de metrô e em menos de meia hora já estávamos no hotel. Comentei com a Ana como essa carona pareceu mais que coincidência. 
Na manhã seguinte, 8 de junho, passeamos pelo bairro Liberdade. Encontramos um de meus irmãos, que estava em Sampa com a namorada e alguns amigos para um show evangélico. Foi tão bom rever o João! Tiramos fotos, visitamos a Catedral da Sé e o MASP.
Nesse momento, descobri que grande parte da minha expectativa sobre o MASP foi por água abaixo. Não sei se meu humor ficou azedo por causa da chuva e do frio, mas não achei o Museu de Arte de São Paulo mais encantador que os espaços culturais que temos aqui em Belo Horizonte. Bem, talvez eu esteja puxando sardinha para meu lado, mas acho tanto o Palácio das Artes quanto os outros espaços culturais de BH (e temos muitos!) mas acolhedor - e acessível!
Agora, uma coisa positiva que descobri em São Paulo foi a eficiência pública. A cidade é bem mais limpa que Belo Horizonte. Os transportes são muito melhores. Em compensação, parece que todo mundo depende desse transporte. Para qualquer indicação que pedíamos, as pessoas nos orientavam a tomar o metrô, um ônibus ou um táxi. Eu e Ana descobrimos que podíamos ir a qualquer lugar que desejávamos com os pés que Deus nos deu...
Mesmo caminhando para tudo quanto é lado, dessa vez entendi o que significa "terra da garoa". Sexta-feira foi molhada e fria. Fiquei com dó da Ana que no final do dia estava com os pés encharcados e gelados! Mesmo assim, não fomos intimidados pela chuva e andamos do MASP até o hotel, quarenta minutos de caminhada!
Ao final desse primeiro dia, nosso saldo foi positivo. Pude rever a família (meu irmão voltaria para o Rio no dia seguinte, ainda de manhã), fiz um um bom exercício físico e ainda conheci o Bairro Liberdade, com todo o seu charme oriental. O melhor, contudo, estava para o dia seguinte: o dia do lançamento!

6 comentários:

Aline Aimée disse...

Olha, que bacana!
Não fui a única a viajar para o evento!
:)
Na verdade, vou a SP todos os anos. Sou apaixonada por esse reduto cultural. Paraíso para quem ama música e literatura. Marido e eu vamos sempre!
Nós até que gostamos dos Masp. Acho que ele pretende refletir a tal modernidade da arte. O prédio é uma instalação. Talvez vc prefira a Pinacoteca, mais aconchegante, com um belo jardim onde se pode fazer piquenique. Numa próxima oportunidade, faça uma visita lá e no museu da língua portuguesa, na linda estação da luz.
Outra parada obrigatória pra mim é a incrível livraria Cultura.
Enfim, já me estendi demais!
Parabéns para nós pelo lançamento! E que venham outro!
Abraço!

Nerito disse...

Oi Aline! Também dou a você os parabéns pelo lançamento! Ah, aproveita para dar uma olhada nas fotos do lançamento no face, viu?

Eu fui à Pinacoteca ano passado e adorei o jeito aconchegante e o jardim, como você falou. Abração!

Fefa Rodrigues disse...

Nerito, cada vez que vc escreve a frase "trabalho na Biblioteca" eu tenho um colapso nervoso de inveja!;oP

Vc disse que o MASP não é acolhedor... apesar de gostar do lugar, concordo, há uma atmosfera gelada ali... seca, não é? Mas acho que isso é só para destacar a arte... da última vez que estive lá, havia uma urna funerária do século II exposta... era romana e no folder explicativo dizia que havia sido encontrada durante uma escavação e havia uma pequena moeda na mão do esqueloto lá dentro... acho que era pra Caronte, não?;o)

Mas, eu prefiro mesmo, o Museu da Língua Portuguesa e o Mercado Municipal... gosto de andar de metrô, desde que não seja no horário de pico, ou caminhar pela Avenida Paulista vendo todo mundo apressado... agora vou te dizer uma coisa.... 40 minutos a pé é uma boa caminhada heim!!!

E, a chuva acaba sendo o charme, apesar de irritante!!!

Fefa Rodrigues disse...

Ahhhhhh e que lançamento??? vc terminou seu livro????

Fefa Rodrigues disse...

Aaaaaaaaaaagora eu li ali embaixo... qual texto foi selecionado?? Que legal... haverá um livro com os textos???

PARABEÉÉÉNSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!

Dora Delano disse...

comeu sushi? eu comi um sushi delicioso lá...