segunda-feira, maio 11, 2020

Para pensar os clássicos

Quem tem acompanhado os relatos e as reflexões que tenho postado aqui, é possível constatar que o curso Infâncias e Leituras é um espaço rico para muitos desdobramentos. 

Um dos temas abordados foi o conceito de clássico e o que ele representa na literatura. Como provocação, fomos convidados a assistir dois vídeos da escritora Marina Colasanti.

A partir das falas e provocações da escritora, pude observar alguns critérios que ela relaciona aos clássicos.

Creio que os critérios mais importantes dos clássicos são sua universalidade e atemporalidade. Na universalidade, as questões mais presentes na mente e na cultura humanas são abordadas e discutidas. Sendo assim, um clássico sempre será atual e sempre falará a pessoas de diverentes partes do globo terrestre.

Outro critério importante, creio eu, é a capacidade reflexiva. Um clássico não é feito para divertir, mas para despertar a reflexão daquele que o lê.

Sendo assim, os clássicos se destacam através do tempo por sua atemporalidade, ultrapassam fronteiras, por sua universalidade, e se mantêm vivos na mente das pessoas, por sua capacidade reflexiva.

6 comentários:

devorador de letras disse...

Olá Samuel,

Concordo plenamente, os clássico sempre se mantém atuais, O Cortiço é um deles, essa edição eu não conhecia e vou procurar para a minha filha.



Abraço.


http://devoradordeletras.blogspot.com/

Rodrigo Teixeira disse...

Eu sempre fico pensando que há mais fatores externos ao texto, do que internos, para torná-lo um clássico. Obviamente eu não fiz curso e só estou parando pra pensar enquanto escrevo, então não vai vir nada de muito consistente, mas fico me questionando o que garante a atemporalidade de uma obra, ou o que determina que determinado texto tem um potencial reflexivo maior que os outros (quanto tempo a gente perde refletindo sobre como o Paulo Coelho é ruim!).
Isso sempre parece apontar pra decisões que "nós" tomamos com base nos jogos de força e legitimação social...
E, sei lá, as piadas do Joãozinho são clássicas...

Rubro Rosa disse...

Um clássico será um clássico eternamente. Essa é simplesmente a lei da literatura(se existisse uma)
Mas também concordo que clássicos não foram feitos para divertir. Outros tempos, tabus, vidas, leis..outras pessoas, outros personagens, outros autores.
Me recordo que a primeira vez que li Dom Quixote tive que ter um rascunho do lado, quase como um dicionário, tamanho era a complexidade das palavras. Mas elas existiam.
Um clássico nos tira da realidade e nos tranporta para um passado.
E? Isso é lindo!
Beijo

Angela

Samuel Medina (Nerito Samedi) disse...

Olá, amigo! Puxa, obrigado pelo comentário. Também gosto muito de "O Cortiço".

Abraço!

Samuel Medina (Nerito Samedi) disse...

Concordo com as piadas de Joãozinho. Acho que aquele texto do Benjamin, apesar de falar de um cara que ninguém mais lê, meio que aborda essa questão da atemporalidade ao refletir sobre o narrador, você não acha?

Samuel Medina (Nerito Samedi) disse...

Gostei demais das suas palavras. E do seu relato de experiência com a leitura de "Dom Quixote".

Beijo.