quinta-feira, agosto 18, 2011

Testemunhas de um tempo distante


Para muitas pessoas, o passado é fascinante e, quanto mais longínquo for o tempo, mais perguntas ele desperta. Seria isso verdade? Pois essa é a premissa de tantos arqueólogos. Ao encontrar um esqueleto, é inevitável ao estudioso perguntar: quem foi essa pessoa? Por que ela estava aqui? O que costumava fazer em seu dia-a-dia? A História hoje fornece um grande volume de informações, mas as perguntas continuam, inesgotáveis. Surge então uma obra destinada a um passado distante da terra, quando pesquisadores afirmam ter vivido os primeiros exemplares do homo sapiens (cro-magnon), que teriam convivido ainda com os neandertais.

É nessa época que nasce Ayla, uma menina cro-magnon que havia sobrevivido a um terremoto em que toda a sua família morrera. Vagando sem destino e superando terríveis perigos, a menina é acolhida por Iza, uma neandertal que viajava com o seu grupo em busca de um novo lar. A caverna dos neandertais havia sido destruída pelo mesmo terremoto que vitimara os pais da menina cro-magnon. Decidida por adotá-la, Iza dá a ela o nome de Ayla. 

A princípio, os demais integrantes do bando não desejam a presença de uma estranha entre eles. Brun, o líder, é um dos maiores opositores à permanência da menina, mas a influência de Iza, que é curandeira, garante que Ayla seja acolhida e iniciada nos costumes do grupo. 

Enquanto cresce, Ayla faz amigos, como Creb, o Mog-ur (feiticeiro), e inimigos, como Broud, o filho de Brun e futuro líder. Com o passar do tempo, Ayla descobrirá que quanto mais amigos tiver, mais perigosos serão seus inimigos.

Ayla, A Filha das Cavernas é o primeiro volume da saga Os filhos da terra, de Jean Auel. É uma narrativa fascinante sobre um povo já extinto e seu possível contato com o ancestral do homem moderno, que o substituiu. Com grande conhecimento e um talento inegável, Jean Auel tece a trama da garota cro-magnon ao longo da sua infância e adolescência, criando uma personagem apaixonante, tanto por sua perspicácia quanto inteligência mas, sobretudo, por sua coragem. Tudo isso torna Ayla, a filha das cavernas um verdadeiro épico, uma leitura indicada para todos os gostos.


Ficha Técnica

Editora: Record
Autor: JEAN M. AUEL
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 556
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Volume: 1

Também disponível em edição de bolso.

6 comentários:

Teixeira disse...

Ainda gosto mais da Ayla do Chrono Trigger, que cavalga pterodáctilos!!!

Dora Delano disse...

Deu vontade de ler... mas queria mesmo ler era o final daquele outro post.

[ganhaste uma leitora curiosa]

bj bj

Nerito disse...

Obrigado Dora.

O post anterior terá sua continuação possivelmente no sábado ou no domingo. Estava sentindo falta de postar resenhas.

Teixeira, caro, eu não Chrono Trigger, mas queria que essa fosse minha principal referencia!

Mi disse...

O seu blog tá demaissss.... Nossa.... que legal... fico super feliz.... Acho que até a maneira de escrever está diferente mas ainda não sei definir (pra variar) quando souber te conto... Resenha muito envolvente... Tinham que pagar um cachê... hehehehe... ^_^

Tyr Quentalë disse...

Vai. Faz vontade para quem gosta de ler, ainda mais com uma descrição como essa. Pena que ando sem grana... Preciso anotar as dicas que você deu e que eu gostei e que eu gostaria de ler. Mas por enquanto, fico na vontade de querer algo que não tenho condições de comprar. rs

CMachado disse...

Sabe que você tem razão, a maioria deve gostar, eu me interessei muito por Ayla...
Desconhecia esse livro, valeu a dica!!