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quarta-feira, março 18, 2026

A poesia e as histórias - encontros fortuitos e potentes


No dia 20 de março, é comemorado o Dia do Contador de Histórias. Para quem não sabe, além de escritor, também tenho um percurso pela senda da narração oral. Já fiz apresentações de forma mais regular, mas continuo atuando nesse campo, como mediador, uma vez que um dos eixos da Biblioteca onde trabalho é justamente a valorização da oralidade. 

Fui agraciado pelo convite da ELENA – Escola Livre de Estudos da Narração Artística – criada pelo Instituto Cultural Abra Palavra, para estar com a Nívea Sabino e o Rogério Coelho numa conversa sobre as aproximações que a narração artística realiza com o universo dos saraus e slams. Sou grande admirador da Nívea, como poeta e também pessoa. De uma doçura que não deixa de lado a contundência – quando necessária. 

Rogério Coelho é um poeta e agitador cultural que também admiro demais. Grande articulador do ColetiVoz, é um cara que busca espalhar a palavra da Poesia aos quatro ventos e também para todas as idades. 

Estaremos no dia 21 de março, sábado, na Livraria do Belas, para esse encontro que certamente será inesquecível para mim. 

Segue abaixo o serviço:

Convergências entre Sarau, SLAM e Narração Artística

Com Nívea Sabino e Samuel Medina. Mediação de Rogério Coelho. 

Dia 21 de março, sábado, às 20h

Local: Livraria do Belas Artes (Rua Gonçalves Dias, 1581, Lourdes – BH/MG)



terça-feira, setembro 30, 2025

Flicar 2025 - Uma Festa de Afetos e Descobertas em Carmo da Mata


Em 2023, quando participei da Flicar – Festa Literária de Carmo da Mata – pela primeira vez, não imaginei que aquele seria o início de uma história que se entrelaça profundamente com meus projetos como escritor. Não poderia prever que as pessoas que havia conhecido na ocasião, Mírian Freitas, Hércules Tolêdo Corrêa, Pedro Gontijo, Servos Cardoso, Luiz Eduardo de Carvalho, dentre outras, fariam parte de meus afetos mais queridos. Assim como a Júnia Paixão, coordenadora e curadora da Flicar. Eu a tinha conhecido na Feira Urucum, realizada pela Impressões de Minas. Era início de 2023. A gente ficou vizinho de estande e foi então que eu soube da Flicar e me ofereci para participar da programação. 

Quando Júnia me convidou formalmente, confirmei na hora. Minha intuição estava certa: na Flicar de 2023 conheci pessoas muito especiais. Gente que prospera na literatura através do apoio mútuo, do fortalecimento de laços. Pessoas que não se limitam a eventos literários, mas buscam conexões reais. Assim foi também em 2024.

Neste ano, a Flicar aconteceu dos dias 18 a 21 de setembro. Cheguei na quinta, ainda, dia 18, à noite. Em Oliveira, conheci o Curumim, artista da palavra em Contagem. Seguimos de carro com o Júlio até Carmo da Mata. Quem nos recebeu lá foi a produtora, CinaraA programação do dia já havia encerrado. Porém, o pessoal ainda estava reunido, conversando calorosamente. Revi amigos queridos e preparei meu coração para o que viria.

Na sexta, aconteceu a programação na Escola Estadual J. Afonso Rodrigues. Foram oficinas literárias de prosa, poesia, rima e improviso. Eu não fazia parte dessa programação, mas me ofereci para contar histórias. A Júnia gostou da ideia e articulou minha participação. Compareci à tarde, me apresentando para uma turminha de 11 e 12 anos, acompanhado pela professora Roseli, responsável pela classe. Narrei para eles: “Uma questão de interpretação”, “O peixe maravilhoso” e “Miserinha”. Pediram mais. Que eu voltasse na segunda ou então na próxima sexta. Fiquei comovido e encantado. É sempre melhor que a gente saia de cena quando o público pede mais do que quando já estão enfadados da apresentação, dizia o meu maestro Marco Antônio Maia Drummond.

No sábado, estive na mediação da mesa “Literatura e Educação”, com a Lavínia Rocha e a Leida Reis. Foram 60 minutos testemunhando relatos inspiradores sobre o engajamento na sala de aula e na promoção da literatura. Lavínia é uma professora inspirada e inspiradora, além de escritora promissora e comprometida. Ela não se intimida diante das dificuldades estruturais que a educação no Brasil apresenta, mas enfrenta todo esse cenário com graça e criatividade. Já Leida demonstrou uma postura mais contida e sábia, pautada na experiência de quem escreve, edita e realiza eventos literários há nuitos anos. Apontou a necessidade de que educação e cultura andem sempre de mãos dadas, como parceiras.

Muitas outras mesas trouxeram palavras e reflexões impactantes e que irão reverberar em minha atuação tanto como escritor quanto como mediador de leitura. Destaco três em especial: A primeira foi a mesa “Entre o real e o imaginado: diálogo sobre a prosa contemporânea brasileira”, com a Ana Elisa Ribeiro, que sempre expande nossas mentes com suas palavras. A segunda,  "O poder da palavra: Literatura e transformação social", nos fez refletir sobre como as políticas públicas são fundamentais para o fortalecimento da leitura e da literatura no Brasil. A terceira foi "O tehêy e a narrativa do povo Pataxoop", com D. Liça Pataxoop, que nos impactou com suas palavras de sabedoria ancestral. Não posso, porém, deixar de falar da presença de Nívea Sabino e Curumim, que deram um show à parte, com suas palavras repletas de energia, algumas suaves como carícia, outras cobertas pelas farpas do protesto. E por falar em show, Cinara e banda não nos deixaram ficar parados com um bom samba e muita energia.

Domingo foi o fim da programação do evento, com música, sarau e uma apresentação belíssima de narração de histórias, com várias brincadeiras. Quem conduziu não poderia ser ninguém além de Vânia Ordones e Patrícia Oliveira

Assim, a programação oficial chegou ao fim. Porém, a gente sabe que a Flicar não acabou. Ela nunca acaba, mas continua reverberando em nós, em cada amizade nova, como o Mauro Donato e a Giovanna Soalheiro, e as já consolidadas, como a Mírian Freitas, a Thaís Campolina, o Servos Cardoso, a Ana Paula Dacota, o Pedro Gontijo e a Gil Kis.

Devo reforçar que é sempre uma grata experiência encontrar a Ana Elisa Ribeiro, uma das pessoas que mais admiro desde que conheci. Uma escritora genial e uma professora que trata o ensino como paixão. Suas falas são sempre inspiradoras e hipnóticas. Com ela, estavam algumas pessoas da pós-graduação do CEFET. Uma galera sempre animada e disposta a se envolver na promoção da literatura.

Ainda sobre reencontros, foi um prazer enorme rever Nívea Sabino e a Dalva Maria Soares, que esteve em uma mesa com o Henrique Rodrigues, do Instituto Caminhos da Palavra

O que mais dizer? Posso não ter mencionado todo mundo que encontrei lá. Só sei que são pessoas incríveis, generosas e envolvidas, como a Mara Senna e o seu companheiro, o Paulo. Lamentei muito não ter conseguido sentar com o Luiz Eduardo de Carvalho, para mais uma das nossas inspiradoras conversas. Um bate papo com o Edu é uma mentoria de escrita!

De tudo o que vivi, posso garantir que já estou com saudades e ansioso para a próxima Flicar. Com certeza, a Festa Literária de Carmo da Mata de 2026 seguirá a tradição, sendo ainda mais surpreendente que a deste ano. E tudo por causa da Júnia Paixão. A ela meu muito obrigado, sempre!



O que rolou na programação:


19 de setembro

17h - Mesa 1: “Cinco vozes mineiras: a pluralidade da nossa poesia”

Amanda Ribeiro, Ana Paula Dacota, Thaís Campolina, Mara Senna e Clara Valverde, com mediação de Carol Vasconcelos


18h - Mesa 2: “Entre o real e o imaginado: diálogo sobre a prosa contemporânea brasileira”

Ana Elisa Ribeiro, Maria Fernanda Elias Maglio e Mauro Donato, com mediação de Thaís Campolina


19h - Mesa 3: "Ofício do escritor: tecendo mundos com palavras"

Ricardo Ramos Filho e Aguinaldo Tadeu, com mediação de Luiz Eduardo Carvalho


20h - "Sarau Lítero musical: Versos em si", com Daniel Bicalho e Bruno Rodrigo


21h - Show voz e violão com Caju


20 de setembro

9h - Hora do Conto, com Denise Arantes e Daniel Bicalho


10h30 - Mesa 4: "O tehêy e a narrativa do povo Pataxoop"

D. Liça Pataxoop, mediação de Pedro Gontijo


14h - Mesa 5: "O poder da palavra: Literatura e transformação social"

Henrique Rodrigues e Dalva Maria Soares, com mediação de Mauro Donato


15h - Mesa 6: "Literatura e educação: quando os caminhos se encontram"

Lavínia Rocha e Leida Reis, com mediação de Samuel Medina


16h - Mesa 7: "Vozes em cena: Slam e a força da poesia falada"

Nívea Sabino e Curumim, com mediação de Giovanna Soalheiro


17h30 - Lançamento Poetizar: "Antologia Poetizar - Sarau"


19h - Show de Samba, com Cinara Gomes e banda


21 de setembro 

9h Apresentação musical com os alunos do CRAS e Sarau poético com o grupo Feliz Idade


10h - Manhã brincante com Vânia Ordones e Patrícia Oliveira


Algumas fotos pra deixar saudade:

 
















quarta-feira, janeiro 17, 2024

Todas as histórias que já contei


Faz algum tempo que eu desejava fazer aqui no blog um registro de todas as histórias que já contei. Algumas delas eu esqueci, confesso. Outras, estão tão vívidas como sempre estiveram, de tanto que eu continuo a contá-las.

O exercício de contar histórias, para mim, é também um movimento de guarda e preservação das mesmas. Ao contar histórias, eu as estou "guardando" pois, como diz Antonio Cicero, "Em cofre não se guarda coisa alguma / Em cofre perde-se a coisa à vista". Sendo assim, ao transmitir essas narrativas e também ao registrá-las aqui, eu contribuo para que elas permaneçam.

Esta será uma lista dinâmica. Ela irá crescer à medida que eu for expandindo meu repertório. Além disso, quero produzir versões em escrito das histórias de tradição oral. A partir desses registros, contando com minhas palavras, pretendo fazer o link do título de cada história com a postagem do registro. 

Conto com as contribuições e comentários de todas as pessoas, para que esta postagem esteja cada vez mais rica, e que este tesouro possa enriquecer também seus repertórios e pesquisas.

1. A mulher sábia;

2. O jovem rei;

3. Uma questão de interpretação;

4. O mordomo fiel;

5. O conto do vigário;

6. Os 3 soldados e a princesa nariguda;

7. Anansi e a busca impossível;

8. As penas do dragão;

9. Chapeuzinho Amarelo;

10. Que bicho será que fez a coisa?

11. O caso do bolinho;

12. Um herói bem diferente;

13. Uma visita inesperada;

14. O carvalho;

15. A Fada Feia e a Bruxa Bela;

16. A viúva piedosa e o ateu impiedoso;

17. O filho mudo do fazendeiro;

18. A quase morte de Zé Malandro;

19. Nasrudin e a Morte;

20. O pássaro, o rato e a linguiça;

21. Nasrudin e o viajante;

22. Nasrudin no poste;

23. Nasrudin e o cavalo;

24. O cavalo de madeira;

25. Uma ideia toda azul;

26. A língua (quem te matou, caveira?);

27. Carne de língua; 

28. O homem sem sorte;

29. O nabo gigante (Grimm);

30. A flauta de osso? (Grimm);

31. Os 3 jacarezinhos;

32. O causo do caçador;

33. O causo da garrucha;

34. O causo da dentadura;

35. O Quibungo;

36. Miserinha;

37. O cheiro do pão;

38. O Bichão;

39. O cameleiro de Bagdá;

40. A última folha verde;

41. A Bruxa Salomé;

42. Lucum a la pistache;

43. Os 3 desejos e a linguiça;

44. O único desejo;

45. Lolô;

46. O pássaro da verdade;

47. A história da coca;

48. A procissão das almas;

49. O lobisomem;

50. O peixe luminoso;

51. Raposa;

52. A promessa do girino;

53. As trapalhadas de Zé Bocoió.

quarta-feira, dezembro 13, 2023

O pássaro da verdade

https://pixabay.com/pt/users/kriemer-932379/

Esta história é contada entre o povo San, que vive no deserto do Kalahari, ao sul da África. Quem a contou para mim foi a Emilie Andrade, na abertura da Sexta Candeia - Mostra Internacional de Narração Artística. Ela por sua vez teve contato com essa narrativa por intermédio de um pesquisador estadunidense chamado Michael Meade.

Dizem que certa vez um caçador, cansado de suas caçadas, sedento e esbaforido, parou às margens de um lago para beber àgua. Enquanto saciava sua sede, viu nos reflexos das águas a figura de um enorme pássaro branco. Ao levantar a cabeça, porém, não viu sinal do pássaro. Apenas o céu azul.

O caçador permaneceu no mesmo lugar o dia inteiro, esquecido de retomar a caçada, olhando para cima, na esperança de novamente ver o pássaro branco. Ao fim do dia, retornou para sua casa.

Uma mudança, porém, se operou no caçador. Ele parecia triste e desanimado. Vivia com os olhos no céu. Não saía mais para caçar. As pessoas perguntavam o que ele teria, ao que nada respondia. Até o dia em que um amigo o interpelou. Ele compartilhou que desde que vira de relance o pássaro branco, nada mais queria a não ser vê-lo novamente. O amigo retrucou que ele provavelmente não havia visto pássaro algum, que tudo não havia passado de um lampejo de raio de sol refletido na superfície do lago. Mas caçador tinha certeza do que havia visto.

Depois de alguns dias, o caçador então tomou uma decisão. Largou definitivamente seu ofício, abandonou o local que nasceu e decidiu partir em busca do pássaro. Por onde ele passava, perguntava se as pessoas tinham avistado a ave. A maioria dizia que nunca a tinha visto. Uns poucos dizia ter ouvido falar.

O tempo passou caçador agora estava velho. Até que chegou em um pequeno vilarejo situado no fundo de um vale. Lá ele ouviu pela primeira vez que sim, esse pássaro existia. Era o grande Pássaro da Verdade e vivia na montanha mais alta, do outro lado do vale. 

Imbuído de uma nova energia, o caçador se dirigiu à montanha e começou a escalá-la. Usou toda a sua força para transpor esse obstáculo. Até que sentiu uma emoção nunca antes sentida. Seu corpo todo se comovia. Era um cansaço impossível. O caçador teve então a certeza de que iria morrer.

E num relance ele sentiu o lufar de asas sobre a sua cabeça. Olhou para cima e nada viu além do céu azul, tão azul quanto naquele dia em que ele vira de relance o vulto do Pássaro da Verdade na superfície das águas do lago, tantos anos atrás. Fraco e cansado, o caçador estendeu a mão. 

Então, lá do alto, planando, cálida e pequena, uma pena branca veio descendo lentamente, uma leve pluma, que pousou na mão estendida do caçador. Ele segurou a pena junto de si e, com um sorriso nos lábios, morreu.

Hoje, após transcrever essa história, eu me sinto um pouco como esse caçador. Sinto-me como alguém que encontrou um dia a Beleza e foi por ela transformado de tal maneira que deseja investir a vida inteira em sua busca. E sem se importar se a busca terá sucesso, estando feliz e realizado apenas com o mínimo sinal de que ela, a Beleza, a Verdade, o Sonho, o Ideal, existe.

quinta-feira, setembro 28, 2023

Leve um escritor para falar na sua escola



Meu nome é Samuel Medina. Sou escritor e contador de histórias. Atualmente, tenho seis livros publicados, entre obras infantis e juvenis. Tenho um longo percurso como mediador de leitura, realizando oficinas literárias em bibliotecas, escolas e centros culturais.

Atuo como mediador de leitura na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. Nela, estou presente atendendo o público leitor, oferecendo dicas de leitura, mediando oficinas diversas e, é claro, contando histórias.

Tenho o interesse em visitar escolas, contando histórias e falando de meu percurso como escritor. Meu primeiro livro foi publicado quando eu tinha apenas 11 anos. Desde então, não parei de contar histórias, seja profissionalmente, como servidor público da área de cultura, seja como voluntário, visitando hospitais, creches, asilos, entre outros espaços de convivência.

Minhas obras publicadas são: 

O Medalhão e a Adaga (Multifoco, 2013)


Bildan é um jovem que perdeu seus pais ainda na infância, tendo crescido sem saber muita coisa sobre suas origens. Porém, tudo muda quando ele encontra uma misteriosa garota e um livro mágico, com uma mensagem secreta. Assim, o rapaz deverá atravessar uma terra repleta de magia e perigos, numa jornada desafiadora, rumo a grandes revelações sobre seu passado e sobre o sentido de sua existência.

Patos Selvagens (Baobá, 2014)


Há muitos mistérios sobre um lago assombrado pela imagem de uma bela jovem. Quando Nerito, um corajoso aventureiro, passa a se envolver com este enigma, decide lançar-se em busca de respostas. Qual será o seu destino? Acompanhe Nerito nesta emocionante jornada.

A Cidade Suspensa (Senhor da Lenda, 2015)


Kain, um misterioso viajante, chega à Cidade Suspensa com um objetivo secreto. Conseguirá ele vencer as forças que atuam na Cidade Suspensa e alcançar o que almeja? Acompanhe a enigmática viagem deste solitário estrangeiro.

Uma visita inesperada (A Mascote, 2020)


Mafalda é uma bruxa que gosta de cantar. E canta tão bem, que recebe uma visita que passa dias ouvindo sua música. Uma visita que, mesmo inesperada, vem para todos nós...

Aurora (Letramento, 2022) 


Em Aurora, acompanhando o narrador, Arthur, em sua jornada de descobertas e mistérios, o leitor é convidado a testemunhar essas transformações, enquanto um enigma ainda maior se descortina. A cada nova experiência, uma grande verdade é revelada. Conseguirá Arthur contar sua história?


O Viajante Cinzento (Letramento, 2023)


O Viajante Cinzento é uma obra de fantasia medieval, situado em um mundo mágico, com suas próprias regras e magia. Enquanto uma terrível maldição assombra o reino, Seridath se verá diante de um dilema: quem comanda quem? Será ele o mestre da espada ou apenas a sua marionete?


E então, vamos conversar? Entre em contato pelo e-mail neritosamedi@gmail.com para pedido de livros e convites para apresentações.




sexta-feira, fevereiro 11, 2022

Divertistórias pelos Centros Culturais




O que acha de visitar os Centros Culturais Municipais e aproveitar encontros de contação de histórias para todas as idades? 


Então, vem conferir a agenda do DIVERTISTÓRIAS! Um momento divertido e emocionante com narração de histórias diversas da tradição oral. Medo, humor, aventura e muito mais estarão na apresentação de Samuel Medina, composta por momentos lúdicos e poéticos de promoção da leitura.  


📚 Espia só e vem se divertir com a gente: ⬇ 

Centro Cultural São Geraldo: 12 de fevereiro, sábado, às 15h

Centro Cultural Jardim Guanabara: 17 de fevereiro, quinta-feira, às 15h 

Centro Cultural Vila Fátima: 19 de fevereiro, sábado, às 10h  

Centro Cultural São Bernardo: 24 de fevereiro, quinta-feira, às 15h  


💻 Informações no Portal Belo Horizonte: https://bit.ly/34f1TUk 


↔️ Mantenha o distanciamento⁣

🧼 Lave bem as mãos⁣

😷 Use máscara⁣

🖼️ Mantenha os ambientes arejados ⁣

@prefeiturabh

@portalbelohorizonte ⁣

#prefeiturabh #culturabh #belohorizonte #bhsurpreendente #visitebelohorizonte #livros #literatura #historias #contacaodehistorias #promocaodaleitura 

sexta-feira, agosto 20, 2021

Palestra cênica "Para abrir uma janela" - uma paisagem de encantos e dores das mais belas


No último domingo, assisti a palestra cênica Para abrir uma janela, realizada dentro da programação do 4º FLI-BH. O responsável pelo espetáculo foi o ator Odilon Esteves, que por duas horas guiou nossos olhos, deixando-nos emocionalmente atados à sua presença, que tela nenhuma é capaz de diminuir.

Odilon Esteves esteve sozinho em cena, que se constituía em uma sala de apartamento, com alguns objetos que dialogavam com os textos que seriam apresentados, bem como uma pilha de livros, de onde os textos foram selecionados. Deu-se então início a uma experiência estética de voz, corpo e alguns objetos. Um exercício de escuta e deslumbramento.

Partindo da simpatia e carisma do artista, que nos envolve e fascina, até a escolha dos textos, que nos implodem. Odilon Esteves guiou com maestria sua fala, passeando pela poesia e pela prosa com graça e muita presença. Interagiu com o público nas escolhas dos textos que interpretou de forma ardente e apaixonada. foi o melhor e mais poderoso espetáculo do qual participei neste ano. Uma janela de encantos e dores das mais belas.

Faço um destaque para os textos "Porque escrevo 1", do Eduardo Galeano e "Nininha", do Guimarães Rosa, que simplesmente me destruíram!

O que mais poderia dizer do espetáculo Para abrir uma janela? Posso mais uma vez me apegar ao talento e no carisma do artista. E também falar da diversidade literária das obras abordadas, que envolveram poesia e prosa da mais fina sensibilidade. Poetas de diferentes continentes, histórias e palavras cuidadosamente trabalhadas em sua matéria e também na performance. E por fim, é importante destacar que Odilon foi como protagonista e ao mesmo tempo anfitrião, pois a maior estrela da noite foi a Palavra.


ESPETÁCULO – PARA ABRIR UMA JANELA- PALESTRA CÊNICA

com Odilon Esteves

Evento online

15 de agosto de 2021, 19h30-21h

(Descrição da imagem: Fundo azul. À esquerda, árvore de tronco grosso com livros pendurados nos galhos. Sentada no tronco, com uma perna encolhida e outra esticada está uma mulher negra de cabelos volumosos e óculos com um livro vermelho aberto. Acima, em quadro azul, a palavra "ESPETÁCULO". Fora do quadro o título "Para abrir uma janela - palestra cênica". Entre o quadro azul e a mulher está uma faixa vermelha com a data "15 de agosto, domingo", um quadro vermelho com a hora "19h30" e um retângulo cinza com a indicação "classificação livre". A imagem da acessibilidade em Libras vem em seguida. Abaixo, à direita, as logos do Instituto Periférico, a Fundação Municipal de Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura de Belo Horizonte.)

quinta-feira, julho 15, 2021

Grupo Afeto - Conta Comigo


No próximo sábado, terei o privilégio de participar da laive Conta Comigo, do Grupo Afeto. Será um momento maravilhoso de histórias, brincadeiras e muito Afeto. Venha assistir e prestigiar! Conto com a presença de todes!

Sábado 17/07/2021 às 16h, no Instagram do Grupo Afeto!

segunda-feira, maio 10, 2021

Duas de Nasrudin que o amigo Mário Alves me contou

Imagem de LoggaWiggler por Pixabay 


O Mário Alves é um contador de histórias incrível. Tem uma fala ponderada, equilibrada e carinhosa. Quando ouvimos o Mário, é como se ele nos desse um presente enquanto nos lança um olhar de gratidão.

Há alguns dias, dividi a tela com Pâmela Bastos Machado, minha companheira, e também com o Mário . Fizemos uma oficina dentro da programação do III ECONTHI - Terceiro Encontro de Contadores de Histórias, da Universidade Federal de Lavras.

Enquanto a gente estava nos encontros preparatórios, começamos a trocar histórias sobre o mulá Nasrudin. Mário então contou a seguinte história:

Nasrudin carregava a fama de ter prodigiosa memória. Querendo pregar uma peça no mulá, um certo conhecido, ao encontrá-lo, perguntou:

- Nasrudin, você gosta de ovo?

- Sim - respondeu o mulá.

O conhecido assentiu e seguiu seu caminho. Um ano depois, o sujeito foi à casa de Nasrudin e bateu à porta. Quando o mulá abriu, o homem lançou de chofre a pergunta:

- Como?

- Cozido - respondeu Nasrudin.

Outra história foi contada alguns dias depois da oficina, ao telefone. 

Nasrudin procurou um médico, reclamando que estava sofrendo de um sério problema de memória.

- E quando foi que você começou a perceber esse problema? - perguntou o médico.

- Que problema, doutor?

Adorei ouvir essas deliciosas anedotas. 

sábado, maio 08, 2021

Leitura Semente - Transmissão de histórias


 Vamos participar desse momento sensacional de leituras e contação de histórias. Algumas colegas da oficina Leitura Semente, ministrada pela Ana Selma Cunha. Será hoje, às 18h. Vamos?

O link da transmissão é este: https://www.youtube.com/watch?v=EuEPwHoUq4o

quarta-feira, abril 21, 2021

Participação na Semana do Livro Infantil da Rede Cuca

 

Na próxima quinta-feira, dia 22 de abril de 2021, estarei na Semana do Livro Infantil da Rede Cuca.

às 10h - Apresentação - Uns Heróis Bem Diferentes

às 18h - Oficina Livro-minuto.

Para conferir, basta acessar o canal do YouTube da Rede Cuca (http://youtube.com/JuvTv) ou no perfil do Instagram (https://www.instagram.com/redecucaoficial/)

Vejo vocês lá! 

sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Histórias com Café - Aroma e sabor ao pé do ouvido


Quem é mineiro não dispensa um bom café. Aqui, nas terras de Minas, uma visita é sempre recebida com um cafezinho e, de preferência, acompanhado de um pão de queijo ou uma broa de fubá. Evidentemente, a combinação é mais que propícia para estimular uma boa prosa.

Foi nesse espírito que as contadoras de histórias Aline Cântia e Bárbara Amaral criaram o podcast "Histórias com Café". Surgido em 2020, no contexto adverso de distanciamentos forçados, isolamentos físicos e muito medo, veio como um respiro em meio a tanta angústia. As duas amigas se uniram para cultivar a Arte da Palavra com o que ela pode trazer de melhor: fazer sonhar e, ao mesmo tempo, refletir. A concepção contou também com a contribuição de Isabel Miranda. A produção é por conta do Chicó do Céu. 

Confesso que fui cativado por esse projeto mesmo antes de sua estreia. Em conversas com Aline e Bárbara, ao ser informado da iniciativa, fiquei logo ansioso para escutar. Afinal, há anos acompanho o trabalho delas. Tenho, inclusive, o privilégio de participar, com elas, do Coletivo Narradores. 

Muito se engana quem imaginar que apenas pela via do afeto e da familiaridade me tornei ouvinte desse podcast. Realmente, sou fã incondicional tanto da Aline quanto da Bárbara. Porém, ao acompanhar cada episódio que ia ao ar às terças-feiras, fiz um percurso pessoal de aprendizado e reflexão. Temas como o tempo, a solidão, o sagrado, o sonho, entre outros igualmente relevantes, são desfiados e analisados com muita sensibilidade. Cada episódio traz uma história que se liga ao tema de forma íntima, profunda e saborosa. O repertório atravessa diversas tradições e culturas, tendo como fonte figuras ilustres como Clarissa Pinkola Estés e Malba Tahan.

É importante ressaltar que em diversos episódios foram convidadas pessoas que enriqueceram ainda mais cada episódio, compartilhando histórias envolventes e refletindo sobre as mesmas. Também ressalto que a equipe de apoio desse projeto realiza um trabalho primoroso no aspecto técnico, com trilha sonora, identidade visual e divulgação nas mídias sociais.

Em 2020 foram 17 episódios. Se contarmos uma transmissão ao vivo pelo Instagram, chegaremos a 18 episódios repletos de sabedoria, afetos e muito, muito café. Nesta semana, dia 9 de fevereiro, tivemos o primeiro episódio de 2021, com o título Sobre Receber. A equipe cresceu, agora contando com as presenças de Ana Fonseca e Paula Libéria. E ao abordar esse tema tão importante, nossas amigas fazem questão de que as ouvintes a receber o que há de melhor em matéria de sensibilidade, cuidado e escuta.

Para escutar no Spotify:

https://open.spotify.com/show/3XyW13FNgxv5k8XEPxz0R7

Acompanhe os perfis nas mídias sociais:

https://instagram.com/historiascomcafe

https://facebook.com/podcasthistoriascomcafe

quarta-feira, outubro 28, 2020

Deixa eu te Contar: Contos de Assombração


No próximo sábado, dia 31 de outubro de 2020, às 19h (18h em Manaus/AM), estarei em uma calorosa conversa com a amiga Soraia Magalhães, do blog Caçadores de Bibliotecas (www.cazadoresdebibliotecas.com), em uma live sobre contos de assombração. Parte do projeto "Deixa eu te Contar", a live terá a presença também de Carolina Brandão e acontecerá no perfil do Instagram do Projeto (@deixaeutecontar_am).

Trata-se de um curso de narração de história promovido pela Universidade do Estado do Amazonas. Assim, terei a oportunidade de conversar sobre a arte de narrar histórias, sobre bibliotecas, leitura, livros e sustos!

Conto com a audiência de todas as pessoas que acompanham meu trabalho. O momento será descontraído, com oportunidade de muita conversa. A melhor parte de um vídeo ao vivo é justamente a interação. Portanto, aguardo vocês!

Correção (29/10/2020): a mediadora será a Soraia Magalhães. A Carolina Brandão fará o papel de anfitriã, participando rapidamente.






quarta-feira, outubro 21, 2020

Os motivos do silêncio

Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/philm1310-752382/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2725302">philm1310</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2725302">Pixabay</a>
Por quase cinco meses, estive em silêncio neste espaço. Nesse período, andei me perguntando quando eu retomaria a escrita, as resenhas, este lugar tão meu, tão repleto de minha voz. Além disso, sentia que devia uma explicação para as pessoas que aqui chegavam, para encontrar as histórias guardadas no blog. Tantas perguntas, porém, que aparentavam ser nascidas apenas de minha alma. Ninguém mais parecia questionar o silêncio e seus motivos. 

Essa ausência de perguntas era também fonte de alívio. Afinal, se leitoras e leitores não demandavam por mais textos, por mais histórias guardadas, não precisava me preocupar tanto com a produção deste blog. Contudo, havia também a pulsão interna, a força motriz de meus próprios escritos. Eu meio que me sentia em dívida com essa força. Sentia que precisava dar uma justificativa a ela, na forma em que se materializa.

Apesar dessa necessidade, sentia como se estivesse amordaçado. O medo, o horror, a angústia e o luto me tomavam e enchiam minha boca de vazios e silêncios. Por um tempo, tentei escrever, sem mencionar a morte. Tentei não falar do horror, do ódio, da crueldade e do desprezo pela vida. Eu tentei, mas tanta maldade, tanto descaso pelo próximo acabou por me soterrar de tristeza. Silenciei.

Os dias foram passando e a contagem de mortos aumentava. A incerteza da morte se somava ao fato de não saber se os procedimentos de higienização serviriam mesmo para impedir o vírus. Estaria eu seguindo as instruções corretamente? Será que por um descuido, por uma distração, o inimigo invisível chamado CORONAVIRUS insidiosamente se infiltraria em meu lar e levaria alguém querido? Ou de repente me levaria do mundo? Além disso, enquanto lia sobre a contagem crescente de mortos, eu me perguntava quando essa doença chamada COVID-19 chegaria tão perto a ponto de levar alguém querido. Eu me questionava quando a estatística deixaria de ser um mero número e se tornaria uma parte infinita de meu mundo. 

E isso aconteceu mais cedo do que eu imaginava. A morte soprou em minha nuca, dando sinal de sua presença. Cheguei a imaginar que seria apenas um susto, uma mera lembrança, e não uma presença real. Ledo engano. A finitude da vida veio me conceder mais um nome à lista de familiares para sempre desaparecidos deste mundo. A COVID-19 levava de mim alguém próximo em primeiro grau, apagava em minha vida a possibilidade de um reencontro, de um conserto, de uma conciliação, ou pelo menos de uma despedida.

A essa realidade, somava-se o fato de que estávamos todos fisicamente isolados. A autoimposição de ficar encerrado em casa, saindo em momentos específicos, deu a muitas pessoas a sensação de encarceramento. Em meu caso, não foi diferente. Sentia o corpo enfraquecer, pela ausência de exercício. Saía para um ligeiro "banho de sol", sempre com máscara e tomando o cuidado com a higienização, logo que voltava para casa.

Nos momentos em que não me dedicava ao trabalho, continuei buscando refúgio nas histórias. Uma amiga passou a mandar áudios da sua leitura de As mil e uma noites. Acompanhei lives de diversas amigas e amigos nas plataformas de mídias sociais. Cultivei a escuta de um maravilhoso podcast - Histórias com Café - que sigo acompanhando. Comecei a cuidar de plantas. E também procurei manter minha disciplina na leitura. 

A jornada tem sido longa. Eu acabei por ver este período de pandemia como a travessia de um deserto. E nesse lugar ermo e seco, em que ainda me encontro, muitas foram as feras que me acossaram. A maior delas tinha a minha face. Distorcida, monstrificada, hedionda. Diante de minha própria feiura pude descobrir um pouco mais de mim. E reencontrar minha voz.

Que este humilde relato possa ser proveitoso para tantas pessoas que buscam sentido nestes períodos de escuridão, de dor e agonia. Que nele possamos nos reencontrar. E que as vozes possam, por fim, romper o silêncio, seja em gritos de revolta e dor; seja em risos e cantos de esperança.

quarta-feira, maio 06, 2020

O que eu aprendi com meus leitores


Com meus leitores aprendi que não há preconcepção que não possa ser desconstruída. Aprendi que muitas vezes a criança que mais atrapalha é justamente a que mais está gostando da leitura e não sabe como dizê-lo. Aprendi que não há como a criança para quem eu leio gostar de um livro se eu mesmo não gostar.

Foram muitas as descobertas. Aprendi a não olhar a criança com superioridade. Nossas inteligências e experiências apenas são diferentes. Entender a criança a partir de uma horizontalidade e uma disposição de escuta é muito importante.

Com meus leitores eu aprendi que sempre é possível ser surpreendido e esperar o retorno das crianças, antes de tirar conclusões precipitadas. Quando eu achava que a criança já estaria consada de tanta leitura, ela pedia mais. Quando eu pensava que um texto específico já estaria batido e desinteressante, as crianças queriam que o mesmo texto fosse lido mais de uma vez sequida.

Aprendi que a leitura compartihada com as crianças é uma experiência de intensa troca, de constante descoberta. Nós estamos lendo para elas, mas elas também nos estão lendo. Elas buscam conexão.

A leitura compartilhada para as crianças é como um jogo. Não é um ato meramente protocolar. Trata-se de uma brincadeira também, assim como as demais atividades da criança são, para ela, como brinquedo. 

Ao mesmo tempo, a leitura compartilhada é também um momento para a criança descobrir outras formas de se relacionar com o mundo. O momento de silenciosa escuta. O momento de abrir a janela para dentro.

domingo, abril 26, 2020

Vídeo: Xarope de cores - Anna Göbel

Um xarope de cores para aqueles dias jururus. Um remédio para a alma, para o coração, buscado no próprio arco-íris. Essa é a história deste livro, que também é uma receita.

Ficha Técnica 
XAROPE DE CORES
Anna Gobel
ISBN-13: 9788586740893
ISBN-10: 8586740896
Ano: 2012 
Páginas: 32
Idioma: português
Editora: Compor

Perfil do livro no Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/587801ED588568

domingo, abril 12, 2020

Vídeo: Crespim - Jussara Santos e Vivien Gonzaga

Crespim é um anjo diferente. Não quer tocar harpa ou trombeta. Quer tocar percussão. Assim, ele apronta a maior confusão. Seu desafio é unir um amor meio atrapalhado. Ele conseguirá? Vamos descobrir!



Ficha Técnica 
Crespim
Jussara Santos  
Desenhos de Vivien Gonzaga 
Editora Impressões de Minas

sexta-feira, março 20, 2020

Vídeo: Os três soldados e a princesa nariguda - Irmãos Grimm

Era uma vez três soldados já velhos, que foram dispensados pelo rei sem nenhuma aposentadoria. Assim, eles tiveram que...

Quer saber o resto? Assista! Este conto está no livro "Contos maravilhosos infantis e domésticos", dos Irmãos Grimm. Editora Martins Fontes.

Feliz Dia do Contador de Histórias!

Histórias de todos os cantos!

quinta-feira, março 19, 2020

Dia do Contador de Histórias 2020

Dia 20 de março é celebrado o Dia do Contador de Histórias. Para não deixar passar batido em um momento em que o país precisa se recolher, nós estaremos contando histórias online, com a hastag #históriasdetodoscantos. Serão 24 horas de histórias. Assim, Quem quiser acompanhar pelo Facebook, basta acessar o link: https://www.facebook.com/Hist%C3%B3rias-de-todos-os-cantos-101286441515296.


Eu estarei em meu perfil do Instagram @neritosamedi contando uma história recolhida pelos Irmãos Grimm. Deixo o nome escondido, será uma surpresa...

Quem quiser me assistir, basta acessar meu Instagram às 7h da manhã. 

Até lá!