Hoje quase morri de Lua.
Por entre rendas de nuvens
divisei sua claridade
cor pérola.
Fiquei à espera
enquanto o vento
em vão
suplicava que o notasse.
Do limiar de prata
ela de súbito me olhou
como se me espreitasse
de longe.
Seus raios frios me
Tocaram.
Escapei.
Mas desde então
ando mortalmente ferido.
