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domingo, setembro 13, 2026

E o sonho se tornou real duas por vezes…

Um relato de duas noites especiais


Sim, o título parece exagerado, mas eu garanto que não é. A publicação do meu livro Convergência é muito mais do que parece. Poucas pessoas testemunharam, mas esse sonho é muito mais antigo que o lançamento do meu primeiro livro solo, O Medalhão e a Adaga. Convergência tomou forma antes mesmo que eu me formasse em 2007. Quando escrevi o primeiro e o último conto do livro, ainda era programador de informática e fazia pequenas incursões culturais, contando histórias como voluntário em casas de acolhimento de idosos, escrevendo em meu blog e suspirando por ares menos pragmáticos.

Convergência já foi um apanhado de contos com uma proposta parecida, mas uma execução bem diferente que a atual. Um punhado de narrativas ficaram de fora, desta vez. Quem sabe, em outro momento, eu lance uma edição atualizada, com alguns desses textos revisitados. Fato é que esta publicação se conecta com o meu eu antigo e sonhador, com o Samuel que muitas vezes se sentia perdido e sem rumo, que pensava que ser escritor era uma aspiração longínqua demais.

Com isso, a noite do dia 9 de setembro foi especialmente significativa. E em diversos aspectos. O principal motivo foi justamente o que eu citei acima. Reconectar-me com o passado transformou a realização em um rito de passagem. Há ainda outros aspectos. A presença do Clube de Escritores de BH tornou o momento ainda mais marcante, em especial com a mediação do Emanoel Ferreira

Foi o Emanoel quem me convidou para o Clube. E sempre ressalto como eu me senti acolhido nesse coletivo tão diverso, mas tão sinérgico. Quando testemunhei, em 2024, a presença da Bianca Pontes e da Monique de Magalhães, além do Emanoel, no lançamento do meu livro Cicatriz, senti que havia encontrado mais do que amigos escritores com ideais em comum. Senti que estava encontrando minha família literária.

Por isso afirmo que minha família literária é o Clube de Escritores de Belo Horizonte, nas pessoas de Bianca Pontes, Emanoel Ferreira, Jadna Alana e Monique de Magalhães. 

Mas agora vamos aos eventos em si. Emanoel, muito à vontade em seu papel de mediador, foi bastante provocativo e irônico. E isso foi maravilhoso. Fizemos um bate-papo descontraído e muito bem-humorado, a despeito do peso presente nos temas que alguns contos abordam. Morte, sofrimento mental, fanatismo religioso, delírio, alguns desses assuntos surgiram e foram tratados com cuidado, mas também com contundência. E apesar da saia justa, foi muito gostoso responder às perguntas que o Emanoel fazia.

Considero importante destacar também o acolhimento que recebi por parte do Christian Coelho, fundador e coordenador do Espaço Cultural À Margem. Sempre solícito e disposto, o Christian foi um anfitrião incrível, que nos deixou à vontade e cuidou para que todas as pessoas fossem acolhidas. 

É importante destacar também a presença de outras pessoas. Minha família, é claro, esteve presente. A Brenda Linda Medina Lages, minha mãe, ainda fez uma participação especial, lendo o conto “Coisa-Ruim”. A pessoa a quem o livro está dedicado, Vívian Marchezini, também me honrou com sua presença. Já destaquei em outro texto, mas Vívian foi grande apoiadora para que o livro estivesse pronto e fosse enviado à editora Toma Aí Um Poema a tempo. Também destaco a presença do escritor Sérgio Fantini, que considero grande referência. Há contos no livro que surgiram a partir da oficina que o Sérgio ministrou no espaço Letras e Ponto. Por fim, também destaco a presença do Felipe Diógenes Ramos, fundador da Oficina de Prosa Poética. Há também textos produzidos nessa oficina, que acontece regularmente na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, às terças-feiras, em dois horários: 10h e 16h.

Acho muito importante destacar o apoio de Bianca Pontes e Monique de Magalhães na organização das compras dos exemplares e dos autógrafos. E também da Val Amaral na cobertura de vídeo e do Guilherme Gomes, que fez os registros fotográficos.

Por último, gostaria de mencionar a Nadja Calábria, contador de história, gestora de projetos e mentora de carreira. Há quatro anos, fiz uma mentoria com Nadja e o apoio dela foi (e ainda é) fundamental para minha caminhada.

Apesar de não mencionar cada pessoa pessoa presente, deixo aqui minha gratidão profunda. 

Agora, vamos à segunda edição do lançamento. Dessa vez, foi no espaço Taboca Pão de Queijo & Cia. Logo que entrei em contato dias antes, fui acolhido e atendido de forma atenciosa pelo Francisco. E no dia 11 de setembro, sexta-feira, não foi diferente. O evento desta vez teve um volume menor de pessoas, mas contou com presenças muito marcantes. Pâmela Bastos Machado, bibliotecária e grande apoiadora literária. Norma de Souza Lopes, a quem amo e admiro, como pessoa, poeta, articuladora de leitura e amiga. Andrea Paula, outra grande amiga que sempre expressa seu entusiasmo pela literatura. Jerusa Furbino, uma das coordenadoras do maravilhoso Assanharau, Rafa Mussolini, bibliotecário e agitador literário, à frente da Biblioteca do Minas Tẽnis. O Guilherme esteve também presente, junto com sua amiga, Stéfanie, que também participa do Clube de Escritores. Estiveram presentes o Enryw e o Newton, frequentadores da BPIJ-BH e que me prestigiaram. Destaco também a presença da Cacá, uma das minhas amigas mais antigas e uma pessoa que sempre me acolheu e me incentivou a continuar perseguindo o sonho de ser escritor. 

Deixo aqui mais uma vez meu agradecimento profundo ao Christian e ao Francisco. Além de todas as pessoas que me prestigiaram, tendo sido nominadas ou não. 

O vídeo com a edição da cobertura do dia 9 de setembro pode ser conferida no link abaixo: 


https://www.instagram.com/reel/DdJSL54xLlS/?stkn=MWhwaDZhemR0N3R4Ng==


Deixo também alguns registros fotográficos feitos pelo Guilherme nos dois dias:



terça-feira, setembro 08, 2026

Três convites – Uma só alegria



Quem acompanha o que eu faço já deve saber da expectativa que eu tenho com o lançamento do meu livro Convergência. E não se trata de um simples evento. É a convergência de anos de sonho, de escrita, de vontade. Esse livro é mais que um conjunto de textos buscando um alinhamento espiritual

Quando comecei a escrever o primeiro conto desse livro, eu devia ter menos de 25 anos. Hoje, tenho quase 45. Isso significa que mais de uma década – quase duas – separa a semente da árvore. E acho que a metáfora cabe muito bem aqui. Entendedores entenderão.

Contudo, preciso sempre deixar marcado como o cuidado que a equipe da editora Toma Aí Um Poema me deixou em estado de graça. Eu realmente me senti cuidado e ouvido. E esse foi um grande diferencial no processo. Agradeço imensamente à Mabelly Venson e a toda a equipe da TAUP!

Quero também agradecer a cada pessoa que me agraciou com seu apoio. Destaco aqui especialmente a galera do Clube de Escritores de BH, que tem sempre andado comigo nessa estrada da literatura, desde que nos conhecemos. E preciso nominar especialmente: Emanoel Ferreira, que me convidou para o Clube, aceitou fazer a orelha do livro e vai mediar o lançamento, Bianca Pontes, Monique de Magalhães e Jadna Alana. Pessoas que me acolheram prontamente e, apesar das minhas neuras, oferecem escuta e apoio.

Este post, porém, tem como objetivo deixar em uma página só os eventos de lançamento de Convergência. Dois acontecerão esta semana – o mais próximo é amanhã. Por isso, quero agradecer imensamente o Espaço Cultural À Margem, na pessoa do Christian, por topar fazer o lançamento do meu livro. Agradeço também à Taboca, na pessoa do Francisco. E, por último, agradeço à Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, destacando toda a equipe, mas em especial a Flávia Paixão e a Daniela Chaves.

Seguem abaixo as datas e locais dos lançamentos:


  • 09 de setembro de 2026, quarta, 19h – Espaço Cultural À Margem – Rua Itapecerica, 848 - Lagoinha, Belo Horizonte/MG.

  • 11 de setembro de 2026, sexta, 19h – Taboca do Pão de Queijo & Cia – Rua Goiás, 14 - Centro, Belo Horizonte/MG.

  • 26 de setembro de 2026, sábado, 11h – Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH – Rua Espírito Santo, 593 - Centro, Belo Horizonte/MG.


Conto com as presenças de vocês. Quem não puder comparecer, contudo, pode sempre entrar em contato comigo para garantir seu exemplar de Convergência


sexta-feira, agosto 28, 2026

Celebração de um percurso

Um relato sobre o Sarau de In-Formatura.

A turma quase toda junta.

O dia 22 de agosto foi incrível. Além de ter sido o último dia da 3a Mostra Era Uma Vez de Narração de Histórias da BPIJ, foi também o dia do nosso Sarau de In-Formatura, que marcou a conclusão do Curso de Pós-Graduação em Escrita Criativa pela Puc-Minas. 

Foi tudo na base da ousadia e do susto. Quando percebi que a gente não ia se encontrar para celebrar o fechamento deste ciclo, lancei no grupo do curso a ideia de fazermos um sarau para lermos textos que produzimos durante esse período. A primeira pessoa a topar foi a Monique de Magalhães, amiga e colega no Clube de Escritores de BH. A segunda foi a Tailze Melo, coordenadora do curso, que recebeu com entusiasmo a ideia. 

Conseguimos encontrar uma data e fomos construindo o evento, deixando que ele se formasse em nossos ventres criativos. Confesso que estava muito ansioso. A única pessoa que eu de fato conhecia era a Monique. Bem, eu já havia encontrado pessoalmente algumas pessoas do curso, mas é diferente. 

Foi muito gratificante ver a galera abraçando a proposta. E no sábado de manhã, quando encontrei por acaso a Letícia Silva em uma padaria aqui do centro de Belo Horizonte. Ela havia acabado de chegar na cidade. E passou o dia na Biblioteca! 

A segunda pessoa foi o Gabriel Pimentel, que veio de Brasília. Logo, a Tailze também chegou e os demais colegas foram também aparecendo. Fizemos uma visita mediada pelo espaço, antes que nos dirigíssemos ao miniauditório (sala multiuso) onde o sarau aconteceria. 

E de fato aconteceu. Tailze fez uma fala muito singela e afetuosa. Dividi a tarefa da condução com a Monique. A Alycia Moreira trouxe os exemplares do lindíssimo “Lexicografia do criar: verbetes de voos livres”, que a gente produziu durante o curso. Fizemos leituras dos nossos textos e tudo foi muito gostoso.

O fim do sarau foi marcado por uma foto coletiva e um mutirão de autógrafos. Depois, outra foto, agora com todo mundo que participou. 

Fechamos a noite em um bar na Rua Sapucaí. Fomos até lá atravessando o Viaduto Santa Tereza, marco literário para autores como Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino.

Só posso dizer que foi um momento lindo. Eu me senti muito feliz por ver meus colegas no espaço onde amo trabalhar. E também pude encontrar a professora Carina Santos Gonçalves e o professor Diogo Rufatto. Além de outras pessoas, que prestigiaram o evento, tornando tudo mais bonito. 

Faço aqui a menção às amigas Bianca Pontes e Jadna Alana, que nos prestigiaram e representaram o Clube de Escritores de BH.

segunda-feira, agosto 24, 2026

Em primeira mão

Um relato de alguém que toma pela mão.



Conheci a Vívian Marchezini ano passado. A gente se aproximou por causa da literatura. Quando a editora Toma Ai Um Poema lançou a chamada para a antologia Verve Lasciva, ela me avisou e incentivou a inscrever um poema. Decidi submeter Re: Primavera, que eu havia escrito em resposta ao Primavera, da Vívian. 

Nós dois fomos selecionados. Tempos depois, ela me deu um toque: Havia um e-mail da TAUP convidando quem estava participando da antologia a submeter uma obra solo. 

Fiquei um pouco indeciso. Compartilhei isso com a Vívian e mais uma vez ela me encorajou a me jogar, a arriscar. Mais que isso, pois quando decidi enviar os contos de Convergência, teve um momento em que tocamos ideias, li trechos em voz alta para ela e trabalhamos lado a lado, cada um com seus escritos.

Foi um momento precioso e inédito. E que me deu força para afirmar que aquele era o momento de deixar Convergência nascer. Os textos presentes no livro são de períodos diversos, mas a ideia central que os une dialoga comigo há décadas. O próprio título nasceu há mais de 20 anos. Ele já intitulou um livro de contos bem diferente deste, em seu resultado final, mas confesso que muitos contos sobreviveram ao projeto antigo, embora com amadurecimento da linguagem e enredo. 

Ter este livro em mãos, impresso, com capa e orelha, é um marco muito importante para mim. Um verdadeiro rito de passagem. E mais uma vez é a prova de que um livro não se faz sozinho. Teve a Vívian, pessoa fundamental para este processo atual. Também teve a Mabelly Venson, que fez a preparação, e a Sheila Mendonça, que revisou. Teve a Jéssica Iancoski, que fez a capa. Toda a equipe de edição, o pessoal da gráfica, a galera que gerou a campanha e me deixou sempre informado do andamento. Teve o Emanoel Ferreira, que me agraciou com o texto da orelha.

E também teve cada uma das pessoas que apoiaram a campanha, comprando, compartilhando, torcendo, falando sobre. E volto mais uma vez à Vívian, que esteve perto durante esse percurso.

Então, fecho este texto contando que na última quarta-feira, dia 19 de agosto, dei o primeiro autógrafo em um exemplar de “Convergência”. E foi justamente para a Vívian. Para mim, era fundamental que ela fosse a primeira a ter o livro em mãos.

Em breve, voltarei com as informações sobre o lançamento, mas já dei início às entregas dos exemplares. 

Mais uma vez, muito obrigado! 


sábado, agosto 15, 2026

O Clube de Escritores de BH na Livraria do Belas



Hoje, fomos ao encontro do Clube de Escritores de Belo Horizonte, que aconteceu na livraria do Belas, em plena Savassi, a um quarteirão da Praça da Liberdade. Abaixo, segue o resultado da produção escrita do exercício do desafio que fizemos:


15h52. Desafio

Inimigo, Carretel, Colheita


Quando criança, assisti um filme que me perseguiu com pesadelos por meses: "A colheita maldita”. Confesso que não tenho muita memória do enredo, sequer das cenas do filme. Apenas tenho nítida a sensação de perigo iminente, de urgência, de fuga, da presença de um inimigo oculto a me espreitar de além das bordas do sono.

Fato é que hoje tenho quase certeza de que nunca assisti esse filme. Os pesadelos ocorreram, minha mãe jurava que tinha que me sacudir quando eu, aos berros, acordava a casa inteira. Quando ainda estava viva, já no hospital, ela jurou que eu nunca vi o tal filme. Que a chamada transmitida na televisão, a mera vinheta comercial, havia inspirado meus pesadelos.

Isso me faz perceber que a vida é um carretel de memórias inventadas. A identidade e o pertencimento são ilusões. Eu nunca vi um filme que sempre achei ter visto. Então, qual das minhas memórias é confiável?

Será que o Tinho era real? Meu melhor e mais antigo companheiro de brincadeiras, ele entrou na minha vida pouco tempo depois que os pesadelos pararam. Tinho, com seus olhos injetados, seus dentes tortos.  Tinho, com seu cheiro forte e brincadeiras perigosas. Será que se hoje eu for ao sítio do vô Leôncio e procurar na cisterna, vou encontrar lá no fundo os ossos do meu amigo?


 

sexta-feira, agosto 14, 2026

Aquela experiência que é um presente do Universo


A gente, lendo junto


 Toda sexta, temos na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte a atividade Lendo Junto, marcada sempre para ser realizada às 16h. Alguém da equipe fica à disposição para ler para as crianças que por acaso as famílias (geralmente mães ou avós) levarem para a atividade. 

Desta vez, eu era o leitor da vez. Separei um repertório de livros como Boa viagem, bebê! (Companhia das Letrinhas), da Beatrice Alemagna, A Bruxa Salomé, de Audrey e Don Wood (ed. Ática), e O Senhor Cavalo Marinho (ed. Kalandraka), de Eric Carle. 

Um pouco antes das 16h, chegaram a Lilia e a Geralda, trazendo o pequeno Antônio. Muito simpático e gentil com todas na Biblioteca, o Antônio cumprimentou a gente e depois seguiu para o espaço do acervo infantil. 

Logo que deu o horário, eu me aproximei, falei meu nome (Samuel, cara de papel) e perguntei se o Antônio e sua mãe, Lilia, gostariam de participar do Lendo Junto. A mãe respondeu que estavam lá para isso mesmo. Geralda, a avó de Antônio, estava um pouco afastada, mas disse que  também estava lá para participar. 

Fomos para o tatame colorido e apresentei o primeiro livro: Boa viagem, bebê. Logo que terminei a leitura, convidei que a gente imaginasse que o bebê protagonista do livro começaria a sonhar. E seus sonhos seriam justamente os próximos livros que eu estava disposto a ler. 

Antônio topou. Não apenas isso. Sempre atento e interessado, ele interagiu de forma afetuosa. Passeamos pelos cenários (e cardápio) de A bruxa Salomé”, fomos plateia de “Eustáquio: o Mágico Magnífico (Alexandre Rampazo, ed. Gato Leitor), mergulhamos no oceano com “Senhor Cavalo Marinho” e nos surpreendemos com Gatinho levado! (Adam Stower, Brinque-Book). 

Em dado momento, perguntei ao Antônio se ele achava que o bebê já poderia acordar,.ou se ele continuaria sonhando. Ao que ele respondeu prontamente que era para o bebê continuar no mundo dos sonhos. E nas leituras seguintes, sempre que eu terminava, Antônio dizia que o bebé não deveria deixar de sonhar. Dizia: “Eu acho que o bebê não vai acordar e tem que continuar sonhando.”

O Antônio não queria que as leituras acabassem. E isso foi uma das coisas mais lindas que aconteceram comigo nesta semana. Não é a primeira vez que uma criança dá esse tipo de retorno, mas toda vez que acontece, é como se fosse a primeira — e única.

Estou em estado de graça. Encantado com esse momento de conexão e devaneio. Senti que durante a tarde de hoje eu recebi um presente que, com certeza, pretendo carregar sempre junto ao coração.


quarta-feira, agosto 12, 2026

Quando as misteriosas forças convergem

 



Vejam só! Ontem mesmo eu estava aqui contando sobre o meu novo livro, Convergência, avisando que os exemplares estavam em curso e que em breve chegariam. E não imaginava como o título do livro traria uma certa coerência, em termos de sincronicidade com o Universo. 

Já adianto que não sou místico, mas me sinto profundamente atraído por cosmicidências, meu jeito de encontrar sentido no acaso. E de alguma forma hoje, quarta-feira, dia 12 de agosto de 2026, acabo venturosamente encontrando algum sentido, nem que seja apenas para mim.

Pois já explico. Desde que meu livro foi aceito pela editora Toma Ai Um Poema, eu me encontro apaixonado por uma imagem. Trata-se de uma figura de mandala criada por Gordon Dylan Johnson, que disponibiliza a imagem gratuitamente no Pixabay. E esta acabou sendo a base para a capa do meu novo livro. É umaBEDA,Convergência,Desafio,Escrita,Prosa,Relatos,TAUP, imagem que me faz pensar justamente em convergência. Na ideia do redemoinho, dos padrões que se repetem em meio ao caos, da beleza de um floco de neve observado por microscópio. 

Assim, fazia um tempo que eu havia decidido marcar essa imagem em meu corpo. Agendei com a tatuadora Maira para hoje, às 18h30. E foi justamente hoje, no meio da tarde, que os exemplares de Convergência chegaram! Sim, os caminhos do Deus Acaso são certamente misteriosos! 

Confesso que me sinto em estado de graça. Fiz a abertura da caixa e transmiti. Eu faltava pular três metros de alegria. Nada mais simbólico e auspicioso que eu gravasse em mim o símbolo desse processo!


terça-feira, agosto 11, 2026

Uma notícia incrível


Todo mundo que me acompanha está sabendo da recente campanha de pré-venda do meu novo livro, Convergência. Pois logo que terminou, fiz um texto de agradecimento a todas as pessoas que fizeram o apoio na plataforma Benfeitoria. Só que o tempo passou e algumas pessoas já me acordaram, muito gentilmente, pedindo notícias do livro pronto. 

Apesar de meu silêncio, a editora Toma Aí Um Poema seguiu com o trabalho de edição. Eu sei que teria sido bem mais interessante se eu tivesse compartilhado todo o processo aqui. A revisão feita pela Sheila Mendonça, a preparação, da Mabelly Venson, a etapa da escolha da capa, a partir das propostas da Jéssica Iancoski. Foi um percurso lindo e muito potente, em que eu me senti ouvido, acolhido e apoiado. Gente, é sério, trabalhar com a TAUP parece até sonho, de tão bom!

E assim eu chego à cereja do bolo. O livro tá pronto, impresso, e os exemplares estão a caminho! Já foram enviados e em breve estarão em minhas mãos. Com isso, nada melhor que revelar a capa, um trabalho lindo, a partir do tema visual da campanha, e que foi realizado pela mestria da Jéssica. 

Então, sem mais suspense, eis a capa do meu Convergência:

O lançamento ainda não foi definido. Estou seguindo a recomendação da TAUP, que é esperar que os exemplares estejam fisicamente comigo, para que eu possa dessa maneira planejar o lançamento com toda a tranquilidade e segurança que esse momento merece. 

Só me resta agradecer imensamente o empenho de toda a equipe da TAUP, o profissionalismo, a simpatia e a disponibilidade. Em especial agradeço à Mabelly, que foi uma grande referência nesse processo. E também reforçar minha enorme gratidão a todas as pessoas que apoiaram a campanha, tornando possível esse sonho!


Muitíssimo Obrigado! 


segunda-feira, agosto 10, 2026

Visita do Clube de Escritores de BH ao Colégio Noeme Campos



Há eventos que nos deixam tão satisfeitos que a gente quer falar deles para todo mundo. A gente fica lembrando, revivendo, para não deixar o momento ficar só no passado. Hoje, dia 10 de agosto de 2026, o Clube de Escritores de Belo Horizonte visitou o Colégio Noeme Campos. O convite partiu da professora Nilvania, que entrou em contato comigo. Os alunos do primeiro ano estão realizando um projeto de escrita com o tema “Mistério Mineiro” e uma das etapas é justamente receber escritores para conversar com a turma. 

Foi o que aconteceu. Combinei com Bianca Pontes, Emanoel Ferreira, Jadna Alana e Monique de Magalhães para realizarmos essa visita e estarmos diante dos alunos, para satisfazer um pouco a curiosidade destes sobre o que faz uma pessoa escritora, o que come, onde vive, essas coisas…

Fomos calorosamente abordados na recepção por uma equipe cerimonial dos próprios estudantes. Eles então fizeram uma breve filmagem, pedindo que cada um de nós falasse de si. Em seguida, nos conduziram ao auditório. Em um palco, estivemos inicialmente conversando com dois adolescentes, uma moça e um rapaz, que se encarregaram das perguntas. 

Nós falamos de nossas experiências como escritores. Eu frisei muito que o meu sujeito escritor se mescla com o meu sujeito leitor, antes de tudo. Fale que para mim a leitura e a escrita são formas de estar no mundo e se relacionar com a realidade. E que eu escrevo por causa do “barato”. Esse barato eu sentia ao ler certos livros e comecei a escrever para propiciar a continuidade dessa sensação. 

Apresentamos um pouco da nossa história e de nossos livros. Alguns alunos da plateia também fizeram perguntas. Para finalizar, houve por parte dos mediadores um bate-bola rápido, onde a gente tinha que responder a cada pergunta com apenas uma palavra. Encerramos nossa participação e a equipe do cerimonial ocupou o palco, cada adolescente trazendo nas mãos uma lembrancinha: um copo com o tema do projeto e recheado de bombons!

E esse não foi o final definitivo. Depois de tanta coisa boa, ainda foi servido um delicioso lanche, com direito a pudim caseiro feito por um dos alunos. Deixei com Nilvania um exemplar de “Patos Selvagens” e um de “Uma visita inesperada”. 

A receptividade foi incrível. Os adolescentes se mostraram muito acolhedores e interessados. Um aluno chamado Renan me contou que é mestre de RPG. Ele me contou de um sistema da Jambô que eu não conhecia. 

Só posso dizer que encontros como esse reafirmam meu propósito de prosseguir trilhando o caminho da escrita e da publicação. E que continuarei sempre buscando aproximar pessoas e livros. Agradeço imensamente à professora Nilvania, à diretora, Zaira, e ao vice-diretor, Anderson. E, igualmente importante, aos estudantes do Colégio Noeme Campos




segunda-feira, julho 06, 2026

Blog e Substack - Intenções e Devaneios

 Ideias, ideias, ideias...


Faz muito tempo que não escrevo por aqui. A intenção seguia firme. Porém, havia outras intenções ligadas a este espaço. Ideias, ideias, ideias. E nenhuma posta em prática. Com isso, segui mantendo este lugar no limbo. 

Um dos impedimentos para publicação é que eu tenho tentado manter uma prática recorrente em ler e comentar textos de perfis que assino. É uma ética pessoal, sabe? Ler antes de querer ser lido. Porém, acabo não conseguindo fazer isso com tanta regularidade e então acabo adiando ainda mais o momento em que publicarei – e consequentemente criarei expectativas de ser lido e comentado. 

Isso causa um enorme problema, eu sei. Minha intenção primordial sempre foi escrever – e ser lido. Porém, se eu não publico, isso nunca irá acontecer.

Escrevo com certa regularidade. Acontece que pouco disso está pronto para ir à luz. Assim como este texto, que deveria ter passado por releituras e reescritas. Eu tenho tanta ansiedade publicatória que acabo postando textos ainda crus, verdes. O mesmo acontece nas minhas publicações de papel. 

Muitos dos livros que publiquei acabaram me trazendo um pouco de amargor ao final. A sensação de que queimei a largada, de que desperdicei boas ideias em textos não muito bem finalizados. Ou seja, que executei mal as ideias que tive. Essa sensação me persegue há anos. 

No fim, decidi conviver com isso. O que sinto não vai desaparecer depois que eu ler e revisar o mesmo texto trezentas vezes. Ou talvez desapareça. Eu nunca cheguei a 300 leituras de um mesmo texto para provar esse argumento.

Enfim, o que eu quero com este texto é algo simples: estabelecer algumas intenções para este espaço. Vou ser sincero: Eu tenho um blog (para quem está me lendo no Substack) e um Substack (para quem me lê no blog). Não quero fazer textos diferentes para os dois ambientes. Desejo que eles compartilhem os mesmos espaços. Quando criei o perfil no Substack, a intenção era ser lido sem abandonar o blog e os textos lá presentes. Com isso, a princípio desejo fazer duas coisas:

  1. Publicar no Substack os textos que tenho no blog – talvez não todos, mas os que considero os melhores;
  2. Sincronizar as novas publicações para que saiam nas duas plataformas.

E agora vem a bomba: no final, eu não vou fazer nenhuma dessas duas coisas por agora. Esse é o momento que eu digo: “Ahá! Enganei vocês!” 

E por que eu estou afirmando isso? Porque na verdade esse preâmbulo todo foi só pra o quanto eu costumo devanear. E dizer que tem outros textos que desejo postar aqui. Há tempos participo de uma oficina permanente de escrita e tenho pensado em publicar o resultado nos meus dois espaços. Já falei dessa oficina neste post: (https://www.oguardiaodehistorias.com.br/2018/02/prosa-poetica-o-momento-para-afiar-o.html). Em linhas gerais, a cada encontro, somos convidados a escrever a partir de um “objeto provocador”, que em muitos momentos pode ser de fato um objeto físico, mas eventualmente acabamos sendo “provocados” por músicas, poemas, obras de artes visuais, dentre outras. 

Como é possível perceber a partir da metodologia dessa oficina, os resultados costumam ser caóticos e aleatórios. Com isso, não dá para me ater a padrões textuais, no sentido de ter a intenção de postar semanalmente algum gênero específico. 

O que eu quero concluir aqui é que, de agora em diante, buscarei publicar semanalmente os resultados da oficina, sem no entanto perder de vista a retomada das publicações sistemáticas. Futuramente, pretendo voltar a escrever e publicar resenhas, relatos, poemas e contos. Quando eu ainda não sei determinar.

Bem, é isso. Em breve, talvez na próxima quarta, vou publicar aqui a foto do objeto provocador do último encontro e os textos produzidos. Não pretendo fazer a reescrita do texto, apenas a revisão ortográfica e alguma leve alteração. A intenção maior é focar no processo criativo, mas também com alguma valorização do resultado.

Espero que vocês gostem e que assim eu consiga retomar uma certa regularidade na criação e difusão do que escrevo.

Até mais!